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01/10 - 18:24
Candidatura Rio-2016: de "zebra" a favorita
O Rio de Janeiro poderia ter ficado fora da votação final, mas Doha saiu da disputa porque queria a Olimpíada em outubro
Por Mário André Monteiro, do iG Esporte
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SÃO PAULO – Por muito pouco o Rio de Janeiro não ficou fora da votação final para decidir qual cidade sediará a Olimpíada 2016. Na etapa anterior, Doha, no Catar, teve nota superior e ficaria com a vaga na final. Mas a cidade árabe exigiu que a Olimpíada acontecesse no mês de outubro, para evitar o forte calor de julho a setembro, e por isso saiu da disputa. Desde então, a candidatura brasileira ganhou bastante força.
De acordo com o Games Bids, um dos sites de avaliações e pesquisas mais respeitados do mundo, Madri e Tóquio largaram na frente, com Chicago na sequência. O Rio de Janeiro aparecia apenas como quarta opção nos primeiros prognósticos do site. Entenda o que mudou desde então.
Os projetos das finalistas
A cidade japonesa exibiu um plano compacto e focado nos atletas, além de já ter a estrutura necessária para abrigar um evento desse porte. Entretanto, a proximidade com as Olimpíadas de Pequim, em 2008, e de Seul, em 1988, ambas na Ásia, pesava contra Tóquio.
Já os espanhóis traziam a boa bagagem conquistada na disputa com Londres para sediar os Jogos de 2012, quando perderam para os ingleses. Madri passou a ser a favorita natural aos Jogos de 2016. Ajudava bastante o fato de a cidade ter praticamente todas as instalações prontas e contar com apoio de quase 85% da população.
O início da campanha de Chicago teve problemas, além de não contar com total apoio governamental. A crise financeira mundial, que minou a economia norte-americana e deixou as grandes empresas do país em alerta, prejudicou o início da candidatura de Chicago, que contava com patrocínios privados para seu projeto.
O Rio de Janeiro partiu para a campanha apostando no fato de a América do Sul jamais ter sediado a Olimpíada. Para convencer o COI, a cidade brasileira apresentou um orçamento exorbitante de R$ 29 bilhões. É o maior entre as quatro candidatas finalistas. Chicago, Madri e Tóquio projetaram, respectivamente, investimentos de R$ 10, R$ 12 e R$ 13 bilhões.
Caminhada final
Algumas semanas antes do anúncio, as quatro candidatas mantinham o equilíbrio no relatório parcial do Games Bids. Segundo o site, Tóquio perdeu pontos com o baixo apoio popular, conforme pesquisa do COI, e com algumas falhas na documentação apresentada. Madri também foi criticada pela falta de clareza na distribuição das responsabilidades dentro do seu comitê organizador.
Assim, Chicago e Rio de Janeiro, que a princípio eram vistas como forças secundárias, ganharam espaço e se transformaram nas favoritas. Os brasileiros tinham como principais trunfos, além do ineditismo do evento na América do Sul, o apoio financeiro do governo, a aprovação da população e os documentos de alta qualidade apresentados nas prévias.
Os norte-americanos evoluíram com a garantia dada pela prefeitura de Chicago de financiar a Olimpíada caso fosse necessário — o que só ocorreu após o relatório do COI criticar a falta de apoio político. Soma-se isso às declarações da Casa Branca, avisando que a vitória em Copenhague passou a ser prioridade governamental de Barack Obama.
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Divulgação
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