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29/07 - 18:24

"Cançado", ciclista pedala contra sobrenome inusitado

Raul da Silva Cançado Júnior explica que seu sobrenome é de origem espanhola e faz questão de ressaltar que se escreve com cedilha, para evitar confusão

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - Ele foi o 16º colocado na Prova Ciclística 9 de Julho, mas ainda não sabe. Logo depois de percorrer os 86km da corrida em Interlagos em 2h01min24s289, média de 42,5km/h, o ciclista já tirou o número 105 das costas. Identificado por um de seus companheiros de equipe, ele estranha o pedido para conceder entrevista.

Aparentando um pouco de nervosismo diante do gravador, o atleta comenta a disputa. "Você que está falando que fiquei em 16º. Eu nem vi minha colocação ainda. Foi uma prova de alto nível. No decorrer da corrida, trabalhamos para a equipe mesmo, mas nosso melhor foi o quarto lugar", lamenta o ciclista, já sem seu uniforme.

Após algumas respostas triviais sobre a prova, ele abre um sorriso ao ser questionado sobre seu nome inusitado. "É Raul da Silva Cançado Júnior mesmo. Mas é Cançado com cedilha. É um sobrenome espanhol. Nossa família é grande no Mato Grosso do Sul", explica.

Hoje com 27 anos, ele começou a carreira no mountain bike e contou com a ajuda de um amigo para tentar a carreira em São Paulo. Na equipe Cesc/Sundown/Nossa Caixa/Calypso/Maxxis/São Caetano do Sul, o ciclista encara com bom humor as piadas dos companheiros.

Principal categoria do automobilismo mundial, a Fórmula 1 já contou com o piloto português Tiago Vagaroso da Costa Monteiro. Na temporada de 2005, ele disputou o Mundial pela Jordan e em 2006, pela Midland.

Filho de uma brasileira, o piloto correu na equipe de Emerson Fittipaldi na Champ Car em 2003. Dois anos depois, mesmo na nanica Jordan disputou todas as 19 corridas do calendário. No GP dos EUA, que teve seis carros devido ao boicote das equipes que usavam pneus Michelin, Vagaroso foi o terceiro.

Atualmente, o português é o nono colocado no Campeonato Mundial de Turismo. Recentemente, o piloto correu as 24 Horas de Le Mans ao lado do brasileiro Bruno Senna e do francês Stephane Ortelli.

"Sim, o pessoal brinca bastante, mas eu nem ligo, porque é meu sobrenome e tenho que carregá-lo", explica Raul. Ele coça a testa para tirar uma gota de suor antes de garantir que não fica irritado com as brincadeiras. "Se eu for esquentar com isso, tenho que esquentar com todo mundo. Sou tranquilo e levo na esportiva", declarou.

No momento de se inscrever nas provas, o ciclista dispensa o "Da Silva" e o "Júnior" para usar o sobre nome inusitado. "Eu coloco Raul Cançado mesmo, mas tem que escrever com cedilha. Se escrever cansado com 'esse', fica cansado mesmo, né. Pode funcionar como um marketing para mim", diverte-se o atleta.

Apesar de fazer questão de destacar a grafia correta de seu sobrenome, o ciclista admite que fica cansado após a rotina de seis dias de treino e uma folga por semana. "Depois de um treino duro, eu fico cansado. Aí, fico cansado duas vezes", brinca o atleta, campeão da Volta Ciclística Internacional do Paraná no domingo passado.

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