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05/03 - 19:35

Nuzman critica administração dos clubes brasileiros
Apesar do tom irritadiço, Nuzman se proclamou um defensor do clubes e admitiu, porém, que talvez seja necessário rever alguns critérios

Agência Estado

RIO DE JANEIRO - Ao apresentar relatório com a alocação da verba do ano passado da Lei Agnelo Piva, nesta quinta-feira, no Rio, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, não se furtou em criticar, ainda que de forma velada, a administração dos clubes brasileiros, principalmente os de futebol, que, segundo ele, têm mais investimentos que o próprio COB.

"Os clubes têm um quadro de associados que pagam mensalidade, o que não é nosso caso e das confederações. Arrecadam com outras leis de incentivos fiscais, com a Timemania, com grandes patrocínios", apontou o dirigente.

A Lei Agnelo Piva é motivo de discórdia entre a entidade e o Conselho dos Clubes Formadores de Atletas Olímpicos (Confao). Nuzman revelou dados que mostram que apenas 10,23% do total arrecadado com a lei (R$ 93.473.511,19) - ou pouco mais de R$ 9,5 milhões - são gastos com a estrutura administrativa do Comitê, principal crítica da Confao, que exige 30% da verba da Lei Agnelo Piva para seus associados.

Apesar do tom irritadiço, Nuzman se proclamou um defensor do clubes e admitiu, porém, que talvez seja necessário rever alguns critérios. "É preciso um estudo profundo no Brasil inteiro, definir o que é um clube formador, o que fazer para incentivar os esportes que não estão nos clubes, e sim em academias, por exemplo".

Segundo o presidente do COB, a Lei Agnelo Piva corresponde a apenas um terço do que o esporte olímpico brasileiro precisa para se desenvolver a contento. "Por isso a necessidade do uso criterioso desses recursos", ponderou. O restante fica por conta do próprio Comitê e das confederações conseguirem com cotas de patrocínio, o que vem sendo cada vez mais difícil pela crise internacional.

De acordo com as contas apresentadas, 84,35% do montante arrecadado com a lei de incentivo, ou quase R$ 79 milhões, couberam ao COB e às confederações. Apenas uma fração não discriminada dos R$ 93 milhões foi efetivamente gasta com a estrutura do esporte de alto rendimento, o desenvolvimento e a iniciação e o fomento dos esportes de base.


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