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20/02 - 20:10

Fina propõe mudanças sobre uso de maiôs especiais
Estiveram presentes na reunião representantes dos comitês executivo, técnico, legal, de treinadores e de atletas, além de 16 empresas fornecedoras de material esportivo

Agência Estado

SÃO PAULO - A Federação Internacional de Natação (Fina) divulgou nesta sexta-feira as propostas para regulamentar o uso das roupas de competição. As medidas, se aprovadas no encontro que será realizado de 12 a 14 de março, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, entrarão em vigor a partir do Campeonato Mundial de Desportos Aquáticos, de 17 de julho a 2 de agosto deste ano, em Roma, na Itália.

A Fina procurou reunir em Lausanne, na Suíça, todos os interessados na questão da regulamentação. Estiveram presentes representantes dos comitês executivo, técnico, legal, de treinadores e de atletas, além de 16 empresas fornecedoras de material esportivo.

Meses antes da Olimpíada de Pequim, vários técnicos e atletas protestaram por considerar que as roupas de competição, em especial o modelo LZR Racer, da Speedo, proporcionavam vantagem aos nadadores que as usassem. A Fina resolveu a questão obrigando as fornecedoras a disponibilizarem seus trajes a todos os atletas que os requisitassem nos Jogos.

Entre as modificações, uma em especial vai afetar diretamente o brasileiro César Cielo. O campeão olímpico dos 50 metros livre vinha desenvolvendo com a empresa Arena uma roupa especialmente para ele. Agora, para que ela seja aprovada pela Fina, terá de ser disponibilizada para outros atletas, uma vez que está proibida a exclusividade de material esportivo para um só nadador. O brasileiro acredita que sua fornecedora deve tomar as providências para que sua roupa seja aprovada.

A entidade máxima da natação também estabeleceu especificações para os maiôs, que não poderão cobrir o pescoço e passar da extensão dos ombros e tornozelos. O tecido deve ter, no máximo, um milímetro de espessura e não poderá afetar a flutuação do atleta em uma medida superior a 100 gramas.

Se as regras forem confirmadas em março, as fornecedoras que quiserem ter suas respectivas roupas aprovadas para o Mundial terão até o dia 31 do mesmo mês para encaminhar o material para a Fina, que fará testes. As análises serão comandadas pelo Instituto Federal Suíço de Tecnologia e pelo Laboratório de Tecnologia de Compostos e Polímeros.

“Com essas medidas, a Fina mostra que continua monitorando a evolução dos materiais esportivos com o objetivo de manter a integridade do esporte”, declarou o presidente da entidade, Mustapha Larfaoui. “Nós nos mantemos abertos a evoluções, mas o fator mais importante tem de ser o atleta”, complementou.


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