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13/02 - 17:06

Rio-2016 prevê gastos de aproximadamente R$ 29 bi

Comitê de candidatura mostrou principais projetos para vencer Madrid, Chicago e Tóquio na disputa pelo maior evento esportivo do planeta

Gazeta Esportiva

RIO DE JANEIRO - Conforme o prometido e sob o slogan "Viva sua paixão", o comitê de candidatura do Rio de Janeiro aos Jogos Olímpicos de 2016 mostrou seus principais projetos para vencer Madrid, Chicago e Tóquio na disputa pelo maior evento esportivo do planeta. Ao todo, a capital fluminense planeja gastos de R$ 28,8 bilhões, caso derrote os rivais no pleito do dia 2 de outubro.

Prometendo que "a população do Rio verá finalmente atendidas necessidades de longo prazo da cidade, com grandes melhoras de infra-estrutura e ferramentas de promoção social", a candidatura brasileira destinará R$ 5,6 bilhões ao chamado Cojo (Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos). O restante do orçamento, administrado pelos três níveis governamentais, tem a promessa de ser aplicado em melhorias para a cidade.

Deste montante, no mínimo, R$ 11,2 bilhões virão dos cofres públicos: R$ 1,3 para o Cojo, R$ 7,4 para obras e R$ 2,5 para a construção da Vila de Imprensa e da Vila Olímpica, que serão vizinhas do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, empreendimento público que seria localizado próximo à lagoa de Jacarepaguá, atualmente imprópria para banho devido à poluição.

Os outros recursos contam com a possibilidade de contarem com investimentos da iniciativa privada, ainda, que, de certa forma, contem com a participação pública. É o caso da própria Vila Olímpica, que será financiada a alguma empresa interessada pela Caixa Econômica Federal - a "casa" dos atletas, aliás, terá 75 hectares, mais que o dobro da Vila Pan-americana, atualmente alvo de polêmica e ações da Justiça devido a atrasos na entrega dos apartamentos e não cumprimento das promessas de obras de realização de infra-estrutura nas proximidades.

A grande quantidade de recursos públicos, na verdade, é vista como um triunfo pela candidatura brasileira, que acredita que esta seja uma forma de mostrar ao Comitê Olímpico Internacional (COI) que as obras serão feitas mesmo com a ameaça da atual crise financeira internacional - Tóquio e Madrid, ao contrário, preferem apostar em outra origem dos recursos, além de preverem menos gastos em obras pela cidade.

O Rio ainda se gaba de ter apenas 74% das instalações necessárias já construídas, a maior parte delas criadas para a realização do Pan de 2007. Apenas duas grandes obras estão previstas neste aspecto: o Centro Olímpico de Treinamento (COT), onde atualmente fica o autódromo de Jacarepaguá e o Parque Radical (X-Park), que se uniria ao que foi feito em Deodoro para o evento continental de dois anos atrás.

Como era de se esperar, em caso de vitória carioca o Maracanã (já reformado por conta da Copa de 2014) será a sede das cerimônias de abertura e de encerramento da Olimpíada, além de algumas partidas de futebol - o esporte bretão, no entanto, teria sedes fora da cidade como São Paulo, Salvador, Belo Horizonte e Brasília. Trata-se da única modalidade que teria partidas fora dos limites da cidade.

O pouco tempo de deslocamento para os atletas também é considerado um ponto forte do Rio, que promete que 75% dos competidores vão demorar, no máximo, 25 minutos para chegar aos locais onde disputarão as medalhas. A eficiência do transporte seria garantida através de faixas exclusivas para ônibus, da reforma de linhas já existentes do metrô e do BRT (Bus Rapid Transit), um sistema de ônibus semelhante ao existente em Curitiba.

Construído especialmente para o Pan, o Engenhão, atualmente casa do Botafogo, ganharia uma ampliação de 45 para 60mil lugares, além de uma série de melhorias em seu entorno. O sambódromo também seria ampliado para receber as provas de tiro com arco e o início e final das provas de maratona.

Outro benefício prometido para os cariocas é a aceleração da revitalização da zona portuária acelerada, hoje uma área na qual poucos cariocas arriscam-se a circular. Lá, seriam construídas novas opções de acomodação, entretenimento, lazer e turismo. Por sua vez, a Floresta da Tijuca ganharia 24 milhões de árvores até 2016, ao passo que os deficientes físicos ganhariam uma melhor acessibilidade na cidade. Já o Aeroporto Tom Jobim terá sua capacidade ampliada de 15 para 25 milhões de passageiros/ano.

Sempre preocupante, a segurança carioca é garantida pelo Rio-2016 através da articulação das três esferas de governo. O dossiê destaca que tudo seria feito de forma discreta, usando recursos de projetos já existentes, como o Programa Nacional para Segurança Pública. A cidade destaca eventos como o Carnaval e o Reveillon como provas de que é capaz de evitar maiores problemas, mas ignora o fato de que cinco pessoas foram baleadas durante as comemorações da passagem de 2008 para 2009.

A inserção da população nos Jogos seria feita através de telões espalhados não só pela cidade, mas pelo Brasil e em todos os continentes do mundo. A comercialização de ingressos ocorreria através de um revolucionário sistema (não especificado) que evitaria palcos de competições vazios, permitindo até mesmo o preenchimento dos assentos dos espectadores que saírem antes do término dos eventos ou devolverem suas entradas.

A incentivo ao esporte contará com a ampliação do Programa Segundo Tempo, do governo federal, e das Olimpíadas Escolares e Universitária, assim como o apoio a 11 mil atletas brasileiros até 2016. "O Rio está pronto e chegou o momento. Esta cidade, com sua beleza natural, é um cenário único para organizar a Olimpíada", comentou Carlos Arthur Nuzman, presidente do comitê de candidatura e do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). "A América do Sul espera a muitos anos ser sede desta competição. Essa é a hora, e o Brasil é o país para sediar as Olimpíadas, especialmente neste momento de crise", complementou o governador Sergio Cabral.


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