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03/12 - 14:44

“Brasileira”, Ângela Park sonha em ser a número um do mundo

Golfista brasileira foi eleita a estreante do ano no circuito norte-americano, mas não possui forte ligação com Brasil

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - Pouca gente sabe, mas o Brasil tem uma atleta entre as melhores do golfe mundial. Descendente de coreanos e com jeito de menina, Ângela Park se profissionalizou em 2007, ano em que surpreendeu o mundo do golfe ao ficar com o vice-campeonato do US Open, um dos mais importante torneios da modalidade no planeta.

De quebra, foi eleita a estreante do ano no circuito norte-americano e subiu novamente ao pódio do US Open este ano, desta vez com o terceiro lugar.

Aos 20 anos, ela pretende chegar ainda mais longe. “Quem sabe eu não possa substituir a Annika Sorenstam e trazer o posto de número 1 do ranking mundial para o Brasil?”, comenta a atleta, se referindo a uma das maiores golfistas da história, dona de 72 títulos no LPGA, o circuito profissional feminino e que anunciou a sua retirada em maio. “Todos vão sentir falta dela”, emenda. Atualmente, ela é a 22ª colocada na lista das melhores do mundo, mas já chegou a ser a oitava.

Entretanto, a ligação de Ângela com o Brasil não é muito forte. Nascida em Foz do Iguaçu, a atleta mudou-se ainda criança para os Estados Unidos e, por conta disso, sente-se melhor falando em inglês. Ela até sabe o português, só que requer a  ajuda de um tradutor quando alguém fala o idioma de Camões de maneira muito rápida. “Mas eu nasci no Brasil e meu coração é daqui”, assegura.

Por conta da intensa agenda de compromissos no golfe, Ângela só tem a oportunidade de vir ao Brasil uma vez por ano. Nesta semana, por exemplo, ela disputa no Arujá Golf Club o torneio LGA Vivo PGA Championship, considerado o mais importante do país. “Aproveito também para visitar minha família”, conta a atleta, cujos pais moram em Mogi das Cruzes. “Gostaria de ter a oportunidade de vir para cá mais vezes”, emenda.

Praticante do golfe desde os oito anos, Ângela já ficou milionário. Desde que se profissionalizou, ela já soma cerca de dois milhões de dólares, entre premiações e patrocínios. Algo surpreendente até mesmo para ela. “Quando comecei a jogar, não pensava em estar onde estou. Eu só jogava porque realmente gostava”, admite a atleta, que tem tudo para ajudar a impulsionar o golfe no Brasil. “O primeiro passo é jogar bem. Assim, as pessoas poderão me ver na televisão e praticar também”, constata Park.

Sorridente, ela também conta que tem planos de abrir uma escolinha de golfe quando for mais velha. “Assim, posso ajudar a impulsionar a carreira das crianças”, afirma a atleta, que, por outro lado, não conhece nenhuma golfista brasileira com potencial. Dizendo não ter nenhuma rotina específica de treinos, Ângela agora só está preocupada em melhorar seus resultados na temporada 2009. “No ano passado, meu primeiro como profissional, tudo foi mais simples, mas agora eu estou confiante que possa alcançar outros patamares no ano que vem”, assegura a golfista, prometendo dar muitas alegrias ao Brasil no futuro. Ainda que comemorando as conquistas em inglês.


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