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02/12 - 18:47

Velejador Beto Pandiani retorna ao Brasil nesta quinta-feira

Ele e Igor Bely se tornaram as primeiras pessoas a viajar entre América e Oceania a bordo de um catamarã sem cabine

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - Depois de superar uma aventura de 17 mil quilômetros, Beto Pandiani chega ao Brasil nesta quinta-feira para dar seqüência às atividades ligadas à Travessia do Pacífico. Concluída no dia 21 de novembro, em Bundaberg, na Austrália, a aventura fez o velejador e seu parceiro Igor Bely se tornarem as primeiras pessoas a viajar entre a América e a Oceania a bordo de um catamarã sem cabine.

O explorador ajudará na produção do segundo DVD da viagem, que contará todas as aventuras vividas pela dupla entre Mangareva, na Polinésia Francesa, e Bundaberg. Pandiani também finalizará o livro O mar é minha terra e fará uma exposição de fotos sobre a travessia, ao lado da fotógrafa Maristela Colucci. Igor Bely, por sua vez, seguiu da Austrália para a França para retomar seu curso de Engenharia.

No total, Beto e Igor passaram 71 dias no mar, a bordo do Bye Bye Brasil, um catamarã de apenas 7,6 metros. Como o barco não possuía cabine, os velejadores dormiram em barracas, que eram constantemente invadidas pelas águas do Pacífico Sul. Durante este período, a dupla se alimentou de frutas compradas nas escalas da viagem e de 210 pacotes de comida liofilizada, além de consumir 420 litros de água.

“Passamos umas 700 horas dentro das nossas barracas e umas 1700 horas no barco, em contato puro com a natureza. Não sabemos se é muito ou não. Talvez no futuro isso possa parecer apenas um flash nas nossas lembranças”, comentou Pandiani.

O cenário desta aventura foi a beleza natural do Oceano Pacífico Sul. Inúmeras espécies de peixes acompanharam os velejadores durante toda a expedição, enquanto baleias e golfinhos fizeram companhia em alguns momentos da viagem. A dupla ainda fez escalas em alguns lugares paradisíacos, como Ilha de Páscoa, Polinésia Francesa e Taiti.

“O que vivemos neste imenso Oceano Pacífico nos dá um saldo muito positivo, pois é imensurável o valor que esta experiência nos traz. Foi algo único, que precisava vivenciar. A vida moderna nos faz esquecer das nossas reais qualidades e, junto da natureza, tive a oportunidade de rever muitas atitudes que se desviaram dos verdadeiros propósitos da minha existência”, contou Pandiani.

A viagem também trouxe uma série de desafios para Beto e Igor. Os exploradores enfrentaram nove dias de tempestade em alto mar, que causaram nove quebras na caixa de leme e duas trincas na barra transversal. Os problemas fizeram a dupla interromper a travessia por duas vezes.

“As quebras foram várias e graves. Foram centenas as decisões que tivemos que tomar. A sensação é que andávamos na corda bamba e que, se cometêssemos um erro, perderíamos tudo aquilo que lutamos para conseguir. Esta foi uma pressão enorme que sofremos, mas que faz parte desse tipo de viagem”, analisou Pandiani.


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