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01/12 - 14:51

Brasileiro conquista terceiro título do Ultraman no Havaí

Alexandre Ribeiro, de 43 anos, venceu prova que percorre 515 quilômetros divididos em três modalidades

Gazeta Esportiva

HONOLULU (Havaí) - Com o tempo total de 21h49m38s, o triatleta brasileiro Alexandre Ribeiro, de 43 anos, conquistou neste domingo seu terceiro título do Mundial de Ultraman, prova que percorre 515 quilômetros divididos em três modalidades (natação, ciclismo e corrida) no Havaí. Ribeiro já havia sido o melhor nas edições 2003 e 2005, além de ter conquistado a segunda colocação no ano passado.

A prova, que sempre acontece no feriado de Ação de Graças, compreende 10km de natação (no primeiro dia), 421km de ciclismo (sendo 145km no primeiro dia e 276km no segundo) e 84km de corrida (no terceiro e último dia).

Ribeiro dedicou a vitória ao filho Kaillani, de 11 anos, que também já dá seus primeiros passos no esporte e, pela primeira vez, acompanhou o pai na prova. “Ele foi meu amuleto da sorte e um grande incentivador durante estes três dias. Atuou como meu staff, seja no carro de apoio ou correndo ao meu lado durante vários trechos da ultramaratona. Participou da minha hidratação e alimentação no percurso e, portanto, foi um campeão também. Tenho certeza de que a experiência dele aqui e essa vitória ficarão para sempre gravadas na sua memória”, afirmou.

Na visão de Ribeiro, esta foi sua melhor participação das quatros provas de Ultraman que correu até hoje. “A prova foi perfeita, exceto pelos 10km de natação, onde enfrentamos fortes correntezas, o que impossibilitou tempos melhores e quebra de recordes. Saí em sétimo lugar da água com 3h e 12m e fiquei 20 minutos aquém do meu melhor tempo nesta etapa. Por outro lado, saí inteiro e sem dores nos braços e ombros, o que me animou para os 145km de ciclismo que ainda tínhamos pela frente no primeiro dia”, comentou.

Porém, logo ao subir na bike, o brasileiro percebeu que teria mais uma pedreira pela frente. Sua bicicleta apresentou problemas de regulagem e as marchas não entravam direito justo na primeira fase do ciclismo, caracterizada pela subida íngreme em direção ao Parque Nacional dos Vulcões, em Big Island. Mesmo assim, Alexandre Ribeiro, conhecido por ser um grande ciclista, concluiu o primeiro dia de prova em segundo lugar no geral com 8h13m25s, atrás somente do canadense Tony O’Keefe, com 8h08m28s.

No segundo dia do Ultraman, os cerca de 40 competidores tinham pela frente mais 276km de pedal, entre subidas e descidas. Até o quilômetro 150, Ribeiro, o espanhol Josef Ajram e o tcheco Peter Kotland pedalaram praticamente juntos, mas na altura do km 150 o brasileiro largou o grupo e assumiu a ponta, abrindo sete minutos de diferença para Kotland. Ele concluiu os 276km de bicicleta do dia com a marca de 7h20m41s, a apenas 28 segundos do recorde mundial (do esloveno Uros Velepec, com 7h20m13s em 2000).

Contabilizando os dois primeiros dias de competição, o brasileiro aparecia na frente na classificação geral, a dez minutos do segundo colocado O’Keefe e a 30 minutos do terceiro, Kotland. “Fui dormir preocupado, porque apesar de estar na liderança, a minha diferença para o Peter Kotland era de apenas 30 minutos, nada confortável, considerando-se que ele é um grande ultramaratonista e detém o recorde da etapa (com 5h33m57s em 1997)”, declarou Ribeiro.

Mas, no final deu tudo certo. O brasileiro, também famoso por ser um forte corredor, fez o segundo melhor tempo dos 84km da ultramaratona, completando-a em 6h15m32s, atrás somente do esloveno Miro Kregar, com 6h14m16s e sagrando-se tricampeão do triathlon mais difícil do planeta após um total de 21h49m38s de prova. Em segundo e terceiro ficaram, respectivamente, O’Keefe (22h31m54s) e Kregar (22h35m24s). Kotland chegou na quarta posição, com a marca de 23h38m48s.

Apesar do tricampeonato, o brasileiro lamentou não ter batido o recorde da prova: “Não fosse pela forte correnteza na natação, eu teria quebrado o recorde mundial, pois nadei 20 minutos pior que minha melhor marca e, no tempo total, fiquei a apenas sete minutos do recorde. Mas ano que vem tem mais”, comentou Ribeiro, demonstrando disposição para voltar à ilha de Kailua-Kona, Big Island, em 2009 a fim de se superar ainda mais.


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