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24/11 - 16:34

“A imagem do rúgbi no Brasil não é real”, dispara técnico

Treinador da seleção brasileira deixa claro que o esporte não é violento e é fundamental para a formação do ser humano na Europa
 

Léo Morelli, repórter iG Esporte

SÃO  PAULO – Quando alguém assiste a um jogo de rúgbi pela televisão, são invitáveis comentários  leigos como “Nossa, eles se matam” ou “É um esporte violento”. De acordo com o técnico da seleção brasileira, Pierre Paparemborde, o rúgbi tem uma imagem totalmente distorcida aqui no Brasil.

“Não condiz com a raiz da modalidade. Não é um esporte violento. É um esporte educativo, nascido e praticado pela elite na Europa. Ele é complicado de entender, as regras são complexas. O princípio é o mesmo do futebol americano, mas não há paralisação a todo instante”, analisa.

“O jogador de rúgbi funciona como uma empresa. A equipe precisa de disciplina, estratégia, dedicação e força de vontade. O rúgbi tem um importante papel na formação do homem, na formação do caráter do ser humano. O rúgbi não tem craque, o craque é a união e a disciplina estratégica da equipe, fundamental para conquistar as vitórias”, explica Pierre.

Atualmente, o Brasil organiza competições de rúgbi nas categorias adulto, juvenil e universitário. O Campeonato Brasileiro da Primeira e da Segunda Divisões, a Copa Brasil e o Campeonato Paulista são os principais torneios. Doze estados (Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo) possuem equipes de rúgbi. Porém, a falta de recursos e a distância de uma cidade para a outra são os verdadeiros obstáculos dos atletas brasileiros.

Divulgação

“O Super 8 (Campeonato Brasileiro), que é disputado em julho, agosto e setembro, é bom, mas, infelizmente, sofre com a dimensão do Brasil. É difícil os clubes se locomoverem. Neste ano tivemos, por exemplo, uma equipe de Salvador que viajou 36 horas de ônibus para enfrentar um time de Florianópolis. E sabemos que assim é complicado. Isso mostra a paixão, a dedicação e os empenho dos clubes em manter esse campeonato”, comenta o técnico da seleção.

“Nosso sonho é criar um centro de treinamento de rúgbi nacional. Formar jogadores, técnicos e dirigentes que vão comandar clubes e organizar campeonatos internos. Esse é o grande projeto nos próximos anos”, completa Pierre  Paparemborde.

Você pode ter mais informações sobre o rúgbi no Brasil nos seguintes sites:

http://www.rugbymania.com.br/2009/index08.asp

http://www.brasilrugby.com.br


Pelo mundo
Disputado em mais de 120 países, o rúgbi é extremamente popular sobretudo nas partes do mundo de forte influência inglesa, como nas Ilhas Britânicas, na Austrália (Wallabies), na Nova Zelândia (All Blacks) e na África do Sul (Springboks), além da França (Les Bleus), sendo essas as grandes forças do esporte. É também popular na Itália (Gli Azzurri), na Argentina (Los Pumas) e no Uruguai (Los Teros). Fora dos Jogos Olímpicos desde 1928, tudo indica que o esporte volte à Olimpíada em 2012, em Londres, na Inglaterra.

É segundo esporte universal. O salário médio de um jogador na França, considerado o país do rúgbi,  é de 10 mil euros. Um jogador “top de linha” recebe cerca de 2 a 3 milhões de euros por ano. Em 2007, a África do Sul conquistou a Copa do Mundo disputada na França ao vencer a Inglaterra na final por 15 a 6.


O jogo
O rúgbi é disputado por duas equipes de quinze jogadores e uma partida tem dois tempos de 40 minutos contínuos, o relógio só pára quando algum jogador necessita de cuidados médicos. O objetivo do jogo é marcar o maior número de pontos.

A bola
A bola de rúgbi é de formato oval, feita de couro semelhante a de uma bola de futebol. Tem entre 58 e 62cm de comprimento por entre 28 e 30cm de largura, enchida entre 65,71 e 68,75 kPa, pesando entre 410 e 460 gramas.

O campo
O campo é de formato retangular, tem comprimento máximo de 144 metros e largura máxima de 70 metros. É dividido pela linha do meio de campo que separa os dois lados. Também é dividido em 2 regiões de touch in entre 10 e 22 metros de comprimento

 


 


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