iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

Mais Esportes

24/11 - 16:14

“Estamos no 3º escalão da América, Copa de 2015 é o alvo”, prevê Pierre
Jogadores de rúgbi da seleção brasileira possuem outras profissões e ainda gastam dinheiro do próprio bolso para treinar e defender as cores verde e amarela

Léo Morelli, repórter iG Esporte

SÃO PAULO – Há três anos, a seleção brasileira não tinha nem uniformes para disputa de campeonatos. Marcar um encontro de mais 30 jogadores era uma missão “quase” impossível em meio a uma estrutura completamento amadora, com treinamentos realizados em praça pública. Hoje, a equipe nacional de rúgbi desfruta de uma evolução gradativa. Nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2011, que será realizada na Nova Zelândia, os atletas já alcançaram uma marca importante, apesar de estarem ainda longe, mas muito longe de uma vaga na competição.

O Brasil foi campeão da segunda divisão do Campeonato Sul-Americano ao derrotar, em Assunção, em junho, Peru, Colômbia e Venezuela, além do anfitrião, e até então favorito, Paraguai. O resultado rendeu ao Brasil a inédita 28ª colocação no ranking de seleções da IRB (International Rugby Board), entidade máxima do esporte, que reúne 95 países, e a chance de figurar entre as potências do continente.

Mas a volta do Brasil ao grupo de elite do Sul-Americano não empolga Pierre Paparemborde, que é bem realista quanto à uma possível classificação para a Copa do Mundo de 2011.

“Nenhuma chance. Assim fica claro para todo mundo. Não quero criar nenhuma expectativa para os torcedores brasileiros. Temos de ser realistas, humildes. Estamos aqui para aprender. Temos 10 anos de atraso sobre o rúgbi chileno, 20 sobre o Uruguai e 30 sobre a Argentina. Vamos aproveitar o Sul-Americano em 2009 para recolocar o Brasil perante as grandes nações sul-americanas. Nosso objetivo agora é consolidar esse crescimento visando a próxima etapa contra Chile e Uruguai”, analisa.

O crescimento do rúgbi no Brasil, no entanto, pode estar mais perto do que se imaginava. Campos de futebol espalhados pelo país e um vizinho, considerado a mair potência da modalidade na América, farão parte do cotidiano dos jogadores da seleção brasileira.

"A vantagem do rúgbi no Brasil é que ele pode ser disputado em campos de futebol, e isso não falta no Brasil. Qualquer gramadão já é suficiente. Aconselho também os jogadores da seleção que sonham jogar na Europa profissionalmente a passar uma temporada na Argentina. Clubes como CASI, Hindu e SIC são vitrines para os clubes europeus, que observam constantemente o campeonato de lá. É uma base para sair com um bom contrato e não de qualquer jeito”, explica o técnico do Brasil.

Para a sequência do Sul-Americano, Pierre vai selecionar jogadores em diversas regiões do Brasil e planeja uma comissão técnica completa para continuar o trabalho de estruturação.

“Estou mapeando um grupo de 50 jogadores para um temporada exclusiva dedicada à seleção brasileira. Vamos fechar um grupo de 40 jogadores para enfrentar o Chile em maio. Também estou fechando parcerias para a seleção ter um médico, nutricionista, preparador físicos, fisiologista e tudo mais”, completa.

De acordo com Pierre Paparemborde, a falta de investimento é o principal problema que os atletas de rúgbi enfrentam. A temporada anual da seleção tem um custo médio de R$ 400 mil, e 75% deste valor ainda é bancado pelas atletas. Oficialmente, o Governo Federal cede a bolsa atleta de R$ 1.500 para cada jogador.

Mulheres colhem frutos
Pierre aproveitou a entrevista e mandou um recado para as mulheres que jogam rúgbi no Brasil. “Quero dar toda força e parabenizar a equipe feminina, que em março vai a Dubai. Será  a primeira equipe brasileira feminina que vai disputar uma Copa do Mundo de rúgbi. Elas são tricampeãs sul-americanas. Desejo toda sorte em nome da seleção masculina”, disse.
 


 


Leia mais sobre:

> Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG


Divulgação

Brasil comemora vitória sobre Trinidad e Tobago

Eliminatórias da Copa do Mundo 2011
Seleção brasileira comemora muito a vitória contra Trinidad e Tobago, apesar das dificuldades

Topo
Contador de notícias