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24/11 - 17:04

Rúgbi cresce no Brasil, que já sonha ir à Copa do Mundo

Ironicamente, esporte começou a crescer por aqui após a derrota na final da Copa do Mundo de futebol de 1998

Léo Morelli, repórter iG Esporte

SÃO PAULO – Existe rúgbi no Brasil? Sim, mas de forma amadora. E a evolução que houve nos últimos anos, ironicamente, está diretamente ligada à derrota da seleção comandada por Zagallo na Copa do Mundo de futebol de 1998, contra a França. A reportagem iG Esporte entrevistou o técnico da seleção brasileira, Pierre Paparemborde, que conta o porquê desta “infeliz” coincidência, revela as próximas metas da seleção e comenta a falta de estrutura para o crescimento da modalidade no país.

Pierre Paparemborde é um francês de 37 anos, filho de Robert  Paparemborde, grande nome na história do rúgbi mundial e ex-presidente da Federação Francesa de Rúgbi. Formado em administração de empresas, Pierre jogou rúgbi nas principais universidades do mundo, hoje é diretor do grupo de lojas Fast Shop e está há 18 meses no comando técnico da seleção brasileira.

“Meu pai foi capitão da seleção francesa por 10 anos, técnico, manager e hoje presidente da Federação Francesa de rúgbi. Então, eu nasci dentro de um vestiário. O rúgbi também me levou para diversos escolas do mundo, como Havard, nos Estados Unidos, Oxford e Cambridge, na Inglaterra, e ao Japão. Joguei rúgbi profissional até os 27 anos”, explica.

Pierre mora no Brasil com sua esposa e suas duas filhas. Um família construída graças ao vexame da seleção brasileira no Stade de France, em 1998. O técnico de rúgbi estava lá e viu a França de Zidane golear a equipe de Ronaldo por 3 a 0 e conquistar pela primeira vez uma Copa do Mundo de futebol, título que ainda falta para a seleção francesa de rúgbi, mesmo o esporte sendo o número 1 no país.

Na saída do estádio, feliz da vida, Pierre conheceu Juliana, uma brasileira que chorava a perda de mais uma Copa do Mundo nos portões do Stade de France. O francês se aproximou, deu força à torcedora e a partir daí expandiu relações. Veio ao Brasil, namorou e depois se casou com a brasileira. Inicialmente, deixou a França para ser diretor do Carrefour, mas “como tem o rúgbi nas veias”, Pierre já tratou de se aproximar e contribuir para o crescimento da modalidade, quase inexistente no país do futebol.

Abaixo você assiste ao vídeo do bate-papo com Pierre, conhece os próximos compromissos da seleção brasileira de rúgbi e fica por dentro da evolução desta modalidade no Brasil.


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Divulgação

pierre paparemborde, tecnico da seleção brasileira de rugby

Técnico francês na seleção brasileira
Filho de um maiores jogadores da França, Pierre segue os passos do pai

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