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11/11 - 15:28

Marílson se diz no melhor de sua forma física
Mesmo enfrentando a baixa temperatura e o vento, brasileiro completou o percurso em 2h08min45

 

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - Campeão da edição 2008 da Maratona de Nova York, repetindo o feito de dois anos atrás, Marílson Gomes dos Santos acredita estar vivendo o melhor momento de sua forma física. A declaração não deixa de ser surpreendente já que, ao contrário do primeiro êxito, a vitória este ano nos Estados Unidos só veio nos metros finais da prova, depois de intensa disputa contra o marroquino Abderrahim Goumri.

“Eu considero que esse é o melhor da minha forma física porque fiz uma boa marca naquela situação de percurso”, comentou Marílson, que, mesmo enfrentando a baixa temperatura e o vento completou o percurso recheado de subidas e descidas em 2h08min45 – aproximadamente 1h06min foram gastos na primeira metade da prova. “É um ritmo com o qual ele pode ganhar até mesmo outras grandes provas”, assegura o técnico Adauto Domingues.

Marílson explica os motivos de tamanho sucesso em uma das principais provas do mundo. “O percurso me favorece, pois é difícil, com subidas... não é como em Londres ou Berlim, que são provas planas. Além disso, tem o problema da poluição e são poucos os atletas que se adaptam a uma situação dessas”, contou o brasiliense, cuja facilidade de mudança de ritmo durante uma corrida é uma de suas maiores vantagens.

Isso, no entanto, não se traduziu em facilidade no último dia 2 de novembro. “A prova foi muito concorrida e só vi que iria vencer nos metros finais mesmo. Mas tinha muito brasileiro torcendo por mim nas ruas e isso ajudou. Foi uma emoção fora do normal vencer duas vezes uma prova dessas, algo que poucos conseguiram principalmente depois da fase do surgimento dos africanos”, continuou.

Entretanto, fazer com que Marílson fosse para Nova York este ano foi uma missão dura para o técnico Adauto, que teve que convencer o atleta depois do abandono no 25º quilômetro da maratona nas Olimpíadas de Pequim. O momento chave então foi a disputa da Meia-Maratona do Rio de Janeiro, que Gomes venceu no dia 12 de outubro.

“Ele foi meio a contragosto, mas eu queria que ele disputasse alguma prova antes de Nova York porque senão Olimpíada ficaria martelando na cabeça dele”, explica o técnico. “Depois que ele venceu no Rio, se sentiu mais à vontade e disse “eu acho que dá para ganhar lá”. Fomos sem compromisso de vitória, mas sabíamos das reais possibilidades dele”, destacou.

Pregão - Assim como já havia feito em Nova York na semana passada, Marílson abriu nesta terça-feira o pregão da Bolsa de Valores de São Paulo. “Espero que eu dê sorte e eles façam bons negócios. Sei que o mundo está passando por uma crise financeira internacional, mas tenho certeza que dias melhores virão. É como a vida de maratonista: chegou a minha vez de estar em alta, depois de um ficar em baixa após as Olimpíadas”, comentou o atleta, que ainda ganhou um quilo de ouro de um de seus patrocinadores, a BM&F.  


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