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07/11 - 16:43

Presidente da Iaaf defende Bolt e alfineta Rogge
Diack diz que vai se encontrar em breve com Rogge e questioná-lo sobre suas críticas a Bolt feitas ainda durante a Olimpíada

Agência Estado

LONDRES (Inglaterra) - Com quase três meses de atraso, o presidente da Associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf, na sigla em inglês), Lamine Diack, saiu em defesa do multicampeão olímpico Usain Bolt e arrumou uma polêmica com o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge.

Em carta aberta publicada no site da entidade, Diack diz que vai se encontrar em breve com Rogge e questioná-lo sobre suas críticas a Bolt feitas ainda durante a Olimpíada de Pequim - o chefe do movimento olímpico chamou de "falta de respeito" a chegada fulminante de Bolt, que venceu os 100 metros rasos com novo recorde mundial, 9s69, mesmo reduzindo o ritmo e batendo com as mãos no peito antes de cruzar a linha.

"Vivemos numa época em que os esportes olímpicos sofrem para atrair a atenção dos jovens, e para isso precisamos criar heróis com os quais os jovens possam se identificar, então não vejo por que criticar alguém com tanto apelo frente a esse público", disparou Diack, num texto ilustrado com uma foto sua ao lado de Bolt, a grande estrela do atletismo em Pequim, com três medalhas de ouro e três recordes mundiais, nos 100 e 200 metros rasos e no revezamento 4 x 100, com a seleção da Jamaica.

"A exuberância de Usain na hora da vitória o fez transcender o esporte e se tornar um ícone global para quem não acha o esporte olímpico algo divertido."

Outra queixa do líder do atletismo com o chefe do COI foi a preocupação de Rogge para evitar que os organizadores dos Jogos de Londres/2012 não construam o Estádio Olímpico da cidade de forma a deixá-lo como um "elefante branco", sem uso após a competição - citou como exemplo a arena de Atlanta/1996, que virou um estádio de beisebol.

"Londres precisa de um estádio de nível mundial para o atletismo, e uma declaração como essa soa a falta de respeito ao nosso esporte", queixou-se Diack. "Não ficou nem um pouco orgulhoso de saber que o palco de feitos de grandes heróis, como Carl Lewis e Michael Johnson, não pode mais receber provas de atletismo hoje", queixou-se o cartola.

Ele encerra a carta lembrando ao ex-meio-fundista Sebastian Coe, chefe do comitê organizador - "e também vice-presidente da Iaaf", recorda -, que a entidade dá apoio total a qualquer iniciativa de dividir o Estádio Olímpico com outros esportes, depois dos Jogos de Londres. "Mas destruir a pista de atletismo é inaceitável", conclui Diack.


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