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07/11 - 15:23

Para pai de Jade, processo da CBG é forma de intimidação
"Isso é uma forma deles intimidarem as atletas, pois agora todas elas estão falando alguma coisa que tinha de errado lá"

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - Primeiro a levar a público acusações de maus tratos contra as ginastas da seleção brasileira feminina, César Barbosa, pai de Jade Barbosa, está tranqüilo com o fato de a Confederação nacional da modalidade ter entrado com processo judicial contra a atleta, Laís Souza e Daiane dos Santos.

“Não tem problema”, comentou César, em entrevista. “Isso é uma forma deles intimidarem as atletas, pois agora todas elas estão falando alguma coisa que tinha de errado lá”, emendou.

O pai de Jade afirma ainda não ter sido notificado oficialmente a respeito do assunto. “Eu fiquei sabendo disso olhando a Internet hoje”, contou, sem perder a tranqüilidade. “A Confederação é quem vai ter que provar na Justiça que a minha filha estava bem, levar uma ressonância... eu tenho aqui os exames feitos após as Olimpíadas mostrando que ela estava machucada”, argumentou.

O próprio César está cogitando a possibilidade de processar a CBG, mas ainda aguarda resultado de um laudo que será feito na semana que vem para se decidir sobre o assunto. Enquanto isso, Jade segue há mais de 60 dias fazendo apenas exercícios de perna no Flamengo e, segundo o pai, está magoada por não participar da Super final da Copa do Mundo de Ginástica, programada para dezembro em Madri.

A hipótese de cirurgia, no entanto, está descartada. “Seria uma forma de retirar a dor, mas também faria com que ela perdesse a mobilidade do punho”, explicou César. Apesar de não ter a rotina afetada pelo problema, a lesão faz com que ela tenha um pouco de problema na hora de escrever, por exemplo.

Por ter um caso pouco mencionado na literatura médica, Jade ainda aguarda um tratamento definitivo. Por enquanto, faz apenas fisioterapia diariamente. “Ela não está tomando nenhum remédio porque já tomou demais na época da seleção”, justifica o pai.

César ainda voltou a falar que Jade não volta mais a defender uma seleção permanente – segundo ele, a filha só defenderá o Brasil se puder continuar a treinar em um clube, como o Flamengo.

“Esse negócio de ter um centro de treinamento é uma coisa ultrapassada, pois atleta não é para ser colocada na forma: cada um tem que ter um treinamento diferenciado de acordo com as suas características”, argumentou Barbosa. “Uma seleção faz com que ninguém queira investir na base, pois o clube forma e depois não aparece mais”, destacou.

Sobre as eleições na CBG, programadas para este final de ano, César só tem um desejo. “Espero que mude alguma coisa e realmente se faça esporte”, resumiu.


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