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07/11 - 21:03

Confederações criticam critérios do COB para verbas
Eles acham que os esportes mais abastados, como vôlei, natação, ginástica, atletismo, judô e vela, são favorecidos no repasse da verba

Agência Estado

RIO DE JANEIRO - Após reunião promovida pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro, os presidentes de confederações esportivas nacionais de pequeno porte ouvidos pela Agência Estado fizeram questão de registrar sua revolta com o primeiro estudo de distribuição dos recursos da Lei Agnelo/Piva para o próximo ano.

Eles acham que os esportes mais abastados, como vôlei, natação, ginástica, atletismo, judô e vela, são favorecidos no repasse da verba federal e pegam a maior parte do bolo, apesar de terem patrocínios fortes. Na visão deles, a meritocracia, metodologia criada pelo COB para premiar bons resultados, é um jogo de carta marcada.

O presidente da Confederação de Tênis de Mesa, Alaor Azevedo, chegou a dizer que o esporte olímpico no País é uma verdadeira "Belíndia". "Alguns vivem na Bélgica e outros na Índia", declarou, referindo-se ao abismo existente entre as confederações mais ricas e as que dispõem de menos recursos.

"Deveria haver algo mais eqüitativo. Exigir resultado de quem não tem condições é querer ganhar uma corrida sem ser maratonista", comparou o dirigente, cujo esporte que representa provavelmente terá mais dinheiro em caixa em 2009: receberá aumento de R$ 176.250 mil em relação ao ano passado - passará de R$ 1.423.750 para R$ 1.600.000.

O presidente da Confederação Brasileira de Remo, Rodney Bernardes, avisou que não disputará a Olimpíada de Londres, em 2012, se não tiver chance de medalha. Ele não gostou da provável diminuição de recursos para o esporte, no valor de R$ 208,5 mil. A solução será, segundo o dirigente, demitir funcionários para se adequar à nova realidade. "Fica muito mais difícil trabalhar assim", admitiu.

Até o anúncio final da distribuição dos recursos, no dia 3 de dezembro, as confederações vão passar suas metas para o COB e serão apoiadas se optarem por direcionarem seu trabalho para os Jogos de 2016.

PREJUÍZO - O basquete teve a maior perda de verba federal entre as 28 confederações. Perdeu R$ 778 mil por causa dos últimos insucessos. O time masculino não disputou as três últimas edições das Olimpíadas. Já a equipe feminina foi mal nos Jogos de Pequim.


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