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03/11 - 09:45

Torben Grael: "Não buscávamos o recorde mundial, só a vitória"
"Ou avançávamos ou ele nos passaria", comentou o brasileiro, campeão da 1ª etapa da Volvo Ocean Race

EFE

CIDADE DO CABO (África do Sul) - O brasileiro Torben Grael, capitão do Ericsson 4 sueco, vencedor da primeira perna da Volvo Ocean Race, reconheceu que a pressão imposta sobre eles pela embarcação americana Puma na luta pela liderança "foi decisiva para bater o recorde mundial de velocidade".

"Ou avançávamos ou ele nos passaria", comentou. "Na volta ao mundo anterior o barco ABN Amro 1 conseguiu tantas milhas de vantagem sobre os demais que nunca precisamos chegar ao limite.

Agora, a perseguição pelo Puma nos fez correr ao máximo, mas não para bater recordes, e sim evitar que nos tomasse a liderança".

Torben Schmidt Grael nasceu em São Paulo em 22 de julho de 1960.

Descendente de uma família dinamarquesa começou a navegar aos 5 anos de idade com seu avô no iate Ailen, da classe 6 metros, usado pela equipe olímpica da Dinamarca para conquistar a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 1912, em Estocolmo.

Posteriormente navegou com seu irmão Lars Grael, também medalhista olímpico, na baía de Guanabara, quando sua família se mudou para Niterói, no estado do Rio de Janeiro.

Apelidado de "Turbina" por sua maneira de navegar, é o regatista com maior número de medalhas olímpicas na vela da história: cinco (duas de ouro, uma de prata e dois bronzes), embora Paul Bert Elvstrom tenha quatro de ouro.

Foi quatro vezes campeão do mundo em classes olímpicas (Star e Snipe). Foi o tático do iate Luna Rossa, da equipe Prada Challenge, que disputou a 30ª edição da Copa América em 2000 e perdeu para o Team New Zealand, de Peter Blake. Também fez parte da tripulação da mesma equipe que disputou a Copa Louis Vuitton em Valência em 2007.

Para Grael "é muito difícil comparar o recorde mundial de velocidade em monocasco do passado 29 de outubro (602,66 milhas náuticas, 1.117 km, em 24 horas) com os outros sucessos" de sua carreira.

"A verdade é que depois de ter que deixar Tony Mutter, um de nossos 'trimmers', em Cabo Verde por causa de uma infecção no joelho, ter sido segundo colocado no portão de pontuação e vencer a etapa já é algo extraordinário. Com o recorde é ainda melhor", disse.

"A primeira parte da etapa foi muito longa porque tivemos muita dificuldade em superar os doldrums (zonas de interconvergência tropical com grandes mudanças climáticas)", afirmou.

"A partir daí acho que navegamos dois dias com o recorde mundial de velocidade, com muita água por todos os lados, a tripulação realmente esgotada e passando por situações extremas", relata.

"Olhando agora com calma, o recorde é o menos importante, pois nosso objetivo era vencer a etapa chegando com o barco e a tripulação nas melhores condições, e conseguimos", comemora Grael.

EFE srb/ev/fal


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