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02/11 - 18:29

Bi em Nova York 'desencana' trauma de Pequim, diz técnico
"Depois de Pequim ficou uma coisa difícil de digerir. Agora ele desencana de uma vez", comemora Adauto

Gazeta Esportiva

Para o técnico do brasiliense Marilson Gomes dos Santos, Adauto Domingos, a conquista do bicampeonato na Maratona de Nova York neste domingo enterra definitivamente o 'trauma' do atleta pelo desempenho nos Jogos Olímpicos de Pequim. Um dos favoritos para a prova chinesa, Marilson nem conseguiu terminar a prova, mas lavou a alma neste domingo ao repetir o resultado de 2006, em Nova York.

"Agora ele desencana de uma vez", comemora Adauto. "Depois de Pequim ficou uma coisa difícil de digerir", lembra o treinador, que teve de persuadir o atleta para retomar a programação normal depois da China. "Até a Meia (maratona) do Rio ele ainda estava meio assim e eu que tive de insistir para ele entrar. Não queria que Pequim fosse sua última corrida no ano".

A tática para o retorno foi dar um descanso ao maratonista, muito mais para colocar a cabeça no lugar. "Fica uma tensão muito grande quando termina um ciclo olímpico. Ele pegou um tempo para relaxar antes de voltar às competições".

O brasiliense ficou em oitavo na corrida da capital fluminense, em outubro, e para Nova York, a confiança já estava mais reforçada. "A gente tinha até previsão de marcas lá. Achávamos que ele podia correr em 2h09, 2h10 e em Nova York é um resultado com o qual podia até ganhar".

Neste domingo, Marilson fechou a corrida com 2h08min43, bem à frente do segundo colocado, o marroquino Abderrahim Goumri, que marcou 2h09min07. O terceiro lugar ficou com o queniano Daniel Rono com 2h11min22.

Apesar do frio que fez em Nova York - assim como em 2006, Marilson correu de gorro e luvas -, o brasiliense estava bem preparado para o que iria enfrentar. A base foi o treinamento feito para as Olimpíadas e ele conseguiu resistir bem aos desafios. "Na segunda metade da prova ele se sentiu muito bem", comemora o treinador, que conversou com o atleta momentos após a conquista do título. "Ele foi muito bem até, fez a segunda parte em 1h02".

A disputa acirrada com Goumri também era prevista segundo o treinador. Vice-campeão em Nova York, no ano passado e terceiro colocado na Maratona de Londres deste ano, ele travou uma batalha direta com o brasileiro nos últimos quilômetros da prova.

Marilson arriscou uma escapada próximo ao quilômetro 30, deixando para trás além de Goumri e Rono o ex-recordista mundial Paul Tergat. O marroquino buscou o brasileiro e liderou do quilômetro 35 ao 40. "Todos eles tentaram algumas fugas. Mas neste estágio fugir não é tudo, tem de segurar porque em Nova York tem trechos muitos difíceis no finalzinho, já no Central Park", explica Adauto.

No final, prevaleceu a resistência de Marilson que suportou melhor o desgaste dos trechos de subida e descida dentro do parque. Nos últimos metros, Goumri nem conseguiu mais se aproximar do brasileiro.


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