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22/10 - 11:19

Pacote de custeio da Vila Olímpica de Londres só sai em 2009
Operários já começaram a trabalhar no local do leste de Londres, onde serão erguidos 3.000 apartamentos

Reuters

LONDRES (Inglaterra) - O pacote de custeio para a construção da Vila Olímpica dos Jogos de 2012, em Londres, só estará pronto depois do final do ano, afirmou a secretária britânica para as Olimpíadas, Tessa Jowell.

O atraso aumentará as chances de o projeto abocanhar grande parte do fundo de contingência do governo da Grã-Bretanha, que soma 2,2 bilhões de libras (3,61 bilhões de dólares).

A construção da vila viu-se prejudicada pelas dificuldades com que o Lend Lease depara-se para contribuir com sua parte do valor das obras (de 1 bilhão de libras no total) devido à crise financeira.

A Autoridade de Preparação da Olimpíada (ODA) havia dito no começo do mês haver 250 milhões de libras a menos nas verbas de custeio. O governo confirmou na terça-feira ter liberado 95 milhões de libras para que as obras continuassem no ritmo planejado.

Os operários já começaram a trabalhar no local do leste de Londres onde serão erguidos 3.000 apartamentos para abrigar cerca de 15 mil atletas e autoridades durante os Jogos.

"O Grupo Ministerial de Custeio para 2012 aprovou o prosseguimento das negociações com parceiros do setor privado, entre os quais o Lend Lease, bancos e o Registered Social Landlords, a fim de custear a construção da Vila Olímpica", disse Jowell na terça-feira.

"Devido à situação atual no setor de crédito e nos mercados imobiliários, é provável que essas negociações estendam-se até o próximo ano."

"Nossas prioridades consistem em garantir o valor dos investimentos públicos, que a Vila esteja pronta a tempo e que o investimento de longo prazo traduza-se em 3.000 lares, beneficiando os contribuintes."

"Nesse meio-tempo, foram liberados 95 milhões de libras de um orçamento de 9,3 bilhões a fim de permitir a continuidade das obras na Vila, que por enquanto continuam dentro do prazo."

A queda do preço dos imóveis na capital britânica já obrigou a ODA a reduzir o número de apartamentos na vila em cerca de mil, e isso por causa da incerteza sobre o valor que terão depois de 2012, quando seriam vendidos para que o investimento seja recuperado.


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