iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

Mais Esportes

17/10 - 14:17

Falcão: Itália pagou por ter entregado jogo contra Paraguai

Italianos teriam perdido jogo para o Paraguai de propósito, para não enfrentar os brasileiros na semifinal

Gazeta Esportiva

RIO DE JANEIRO - Tudo encaminhava perfeitamente para a classificação de Itália e Portugal no grupo B da primeira fase da Copa do Mundo quando uma inesperada derrota da Azzurra para os paraguaios qualificou a equipe sul-americana e eliminou a lusitana. O fato ocorrido em 8 de outubro foi lembrado nesta sexta-feira por Falcão, para quem os italianos pagaram o preço pelo que haviam feito na semifinal contra a Espanha, em que um gol irregular tirou de suas mãos a chance de avançarem à decisão do evento.

Depois de entrar na última rodada do grupo B já classificada à segunda fase, a Itália foi derrotada de forma surpreendente pelo Paraguai por 4 a 2, em resultado responsável pela eliminação precoce de Portugal, equipe considerada mais forte. O objetivo dos italianos, conforme ficou suspeitado àquela altura, era cair na chave do Brasil para evitar um confronto com os donos da casa na semifinal, o que acabou acontecendo.

Entretanto, a Azzurra não contava com a queda diante da Espanha exatamente na penúltima rodada – em jogo realizado nesta quinta-feira, os atuais bicampeões do mundo venceram por 3 a 2 com um gol contra de Adriano Foglia quando o cronômetro da prorrogação já estava zerado. A situação, segundo avaliou Falcão em entrevista exclusiva à GazetaEsportiva.Net, serviu como uma espécie de ‘castigo’ para o plantel alviceleste.

“Eles (italianos) abriram o jogo contra o Paraguai para deixar Portugal fora e agora pagaram de um jeito muito triste”, afirmou o astro brasileiro, inconformado com o modo como a Itália foi derrotada pelo time sul-americano. “Portugal também havia treinado por quatro anos e ficou de fora da competição devido a um capricho”.

De qualquer forma, Falcão reconheceu o erro da arbitragem nos últimos instantes da partida: o árbitro cubano Antonio Alvarez ignorou que já não havia mais tempo quando a bola desviada por Foglia balançou as redes e determinou a classificação da Espanha. “É um caso que vai gerar polêmica, mas ali o cronômetro já estava zerado”.

Vingança ante espanhóis está descartada: Responsável por eliminar a seleção brasileira nas duas últimas edições da Copa do Mundo de futsal, em 2000 e 2004, a Espanha novamente estará frente a frente com o grupo verde e amarelo neste domingo, na final da edição 2008 da competição. Contudo, Falcão garante que não impera entre a equipe um sentimento de vingança contra a Furia.

“Não há vingança, porque ambos chegaram à decisão com méritos. Queremos ganhar o título e estamos focados somente nisso, independentemente do adversário. Jogaríamos para vencer mesmo se fosse contra as Ilhas Salomão”, ressalta o ala do Malwee/Jaraguá, garantindo que a conquista seria importante mesmo se fosse garantida para cima da equipe da Oceania, a pior entre as 20 da competição desta temporada.

Sabendo da pressão existente para que os brasileiros voltem a levantar uma taça que não vem desde o Mundial de 1996, Falcão admite que sua geração pode ficar com a pecha de ‘fracassada’ se não vencer a Espanha no Maracanãzinho. “Com certeza ficaríamos marcados”, concluiu, confiante de que o histórico favorável aos espanhóis não seja ratificado.


Leia mais sobre:

> Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG


Topo
Contador de notícias