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14/10 - 15:44

Ciclista austríaco pego por EPO não consegue explicar doping
O ciclista de 26 anos ficou terceiro na classificação geral da Volta da França e ficou em primeiro lugar contando apenas as provas de montanha

EFE

VIENA (Áustria) - O ciclista austríaco Bernhard Kohl, que deu positivo no Tour de France deste ano pela substância Cera, eritropoetina (EPO) de última geração, não conseguiu explicar o resultado do exame.

O ciclista de 26 anos, da equipe Gerolsteiner, foi a revelação do último Tour, terminando em terceiro na classificação geral e ficando em primeiro lugar contando apenas as provas de montanha.

Hans-Michael Holczer, que deixou o cargo de diretor da equipe alemã após a descoberta do caso, disse que o ciclista não foi capaz de explicar o que ocorreu.

Este foi o segundo caso na Gerolsteiner: o alemão Stefan Schumacher também foi pego, o que gerou a retirada de toda a equipe da competição francesa.

O representante de Kohl, Stefan Matschiner, disse que o ciclista recebeu uma carta de 20 páginas das autoridades francesas numa linguagem altamente especializada, e que não sabe do que se trata.

Por enquanto, o ciclista austríaco não falará sobre o caso.

"Ficamos sem palavras. Bernhard não mentiria para mim, tenho certeza disso. Uma grande injustiça está sendo feita", comentou Matschiner.

Em declarações à imprensa austríaca, Holczer disse não acreditar na história e afirmou que, se Kohl realmente se dopou, que testemunhasse em prol do ciclismo.

"Aconselhei a ele que revele aqueles que estão por trás da rede de doping com Cera, da qual aparentemente fazem parte muitas estrelas do pelotão.

O diretor respondeu com contundência quando perguntado sobre a inocência de Kohl: "Eu já não acredito em ninguém".

A notícia caiu como uma bomba e já teve efeitos para o ciclista, imediatamente retirado da lista de finalistas do prêmio de esportista austríaco de ano, a ser anunciado no próximo dia 22 e no qual aparecia como favorito.

Segundo as autoridades francesas, a substância foi encontrada nas amostras de sangue do ciclista obtidas nos dias prévios ao início do Tour, em Brest, e na oitava etapa.

Com Kohl, já são quatro os ciclistas do último Tour de France a darem positivo por Cera - uma EPO de efeitos prolongados mais difícil de detectar, já que precisa de menos injeções.


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