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11/10 - 13:11

Brasileiros culpam piso do Maracanãzinho por placar sobre Irã
Reformada para o Mundial, a quadra é construída em madeira e coberta com uma tinta emborrachada

Gazeta Esportiva

RIO DE JANEIRO - A estréia do Brasil na segunda fase da Copa do Mundo de futsal foi bem aquém da esperada pela torcida. No entanto, o técnico PC de Oliveira e os jogadores da seleção não pensaram duas vezes antes de apontar um culpado para o fraco desempenho na vitória por 1 a 0 sobre o Irã neste sábado: o piso do Ginásio do Maracanãzinho.

Reformada para o Mundial, a quadra é construída em madeira e coberta com uma tinta emborrachada – que, segundo os brasileiros, estaria prejudicando o rolamento da bola. No entanto, a Fifa já adiantou que não irá trocar o piso da quadra do Maracanãzinho, irritando a seleção anfitriã.

“Você não pode beneficiar um ou outro (time). Você tem é que descobrir o gênio que comprou um piso para futsal e colocou em um colégio no Rio. Temos que nos adaptar a isso agora e premiar o gênio”, inconformou-se PC de Oliveira, que apresentou argumentos matemáticos para suas críticas.

“O jogo fica lento em função do piso e beneficia a defesa. Vocês perceberam que o volume de gols que saiu aqui na primeira fase não foi a mesma de Brasília”, argumentou. De fato, os grupos A e C contabilizaram 186 gols no Ginásio Nilson Nelson, enquanto os grupos B e D, disputados no Rio, somaram 104 gols.

Entre os jogadores do Brasil, a opinião foi semelhante à do treinador. “O piso de Brasília é o que a gente está acostumado a jogar na Europa, assim como as outras seleções. Aqui no Rio de Janeiro, ele agarra um pouco”, afirmou o fixo Schumacher, autor do gol da partida. “O pessoal tem que estudar quem joga. Quem joga sabe o que está falando”, concordou o ala Falcão, que criticou o piso antes da partida.

A seleção, porém, reconheceu que o piso não pode ser considerado o único culpado pelo fraco resultado frente aos iranianos. Cientes da dificuldade da segunda fase, na qual enfrentarão ainda Ucrânia e Itália, os comandados do técnico Hossein Shams tentaram evitar um placar elástico e fizeram uma marcação eficiente, fechando-se no campo de defesa.

“Acho que esse piso segura muito. (Mas) isso não é desculpa nenhuma, porque nosso volume de jogo foi altíssimo”, avaliou o técnico PC de Oliveira. “Isso (o piso) não é desculpa pelo resultado de hoje”, concordou Schumacher.


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