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19/09 - 20:11

CPB acredita que Clodoaldo possa ser ouro na S5 em Londres

Em Pequim, nadador não ganhou nenhuma medalha de ouro porque foi obrigado a mudar de classe

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - Em Atenas-2004, Clodoaldo Silva conquistou seis ouros. Quatro anos depois, em Pequim, apenas uma prata e um bronze.

Tamanha queda de desempenho do atleta é explicada por um simples motivo: através de um protesto da França, o Comitê Paraolímpico Internacional (IPC) obrigou o brasileiro a competir na classe S5, uma acima da qual estava acostumado e também mais difícil.

A decisão é defintiva e, ao menos no âmbito não pode mais ser mudada - Clodoaldo terá que entrar na Justiça comum se quiser tentar mudar a situação. Entretanto, o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) prefere que Silva aceite a nova realidade e trabalhe em prol dela. "Em minha opinião particular, ele continua um grande atleta. Mas vai ter mudar o perfil e, ao invés de tentar competir em oito provas, terá que se especilizar em duas ou três", afirmou Andrew Parsons, secretário-geral do CPB.

O dirigente, porém, está otimista no sucesso do atleta. E explica os seus motivos. "Tenho certeza que ele terá chance de ganhar o ouro, pois ele é uma espécie de Ian Thorpe paraolímpico, com mão e pés enormes, envergadura extraordinária, grande carga de treinos e um bom técnico", enumerou Parsons. "Ele poderá brilhar em Londres", emendou.

Clodoaldo, porém, declarou na manhã desta terça-feira, em sua chegada ao Brasil, que pretende processar o IPC pelo seu desempenho ruim na China. "Tive perdas psicológicas, materiais e pessoais. Quero ser ressarcido e estou vendo a melhor forma de isso acontecer. Não vai ficar assim", prometeu Silva, que foi protestado pela primeira vez em dezembro de 2006 pela Espanha. O caso, porém, não foi nem julgado porque o CPB alegou erro de procedimento na acusação do caso.

Na verdade, o problema de Clodoaldo não é inédito para o Brasil. Prata na maratona da classe T46 em Pequim, Tito Sena foi considerado inelegível (ou seja, não era deficiente o suficiente para ser um atleta paraolimpíco) no Mundial de 2006. Um ano antes, o também nadador André Brasil passou pelo mesmo problema - ambos, porém, venceram a briga no IPC e não podem mais ser prejudicados por alegações do tipo.

"Vivi uma experiencia que eu gostaria que ninguém tivesse passado. Essa situação é muito dificil", admitiu André, que ganhou quatro ouros na classe S10 em Pequim, além de ser dono de cinco recordes mundiais. "O Clodoaldo tem um grande caráter, é grande atleta e vai dar a volta por cima. Eu tenho certeza", comentou o carioca.


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