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12/09 - 17:23
Jade acusa CBG de restringir água a atletas e dar alta medicação
"Podíamos, no máximo, dar borrifadas de uma garrafinha com spray na boca, tentar refrescar o corpo", disse a atleta
Gazeta Esportiva
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RIO DE JANEIRO - Até o momento assumindo uma postura comedida em relação à briga de seu pai com a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), a ginasta Jade Barbosa mudou o discurso e fez acusações à entidade nesta sexta-feira. A atleta disse que chegou a tomar água de chuveiro durante a preparação olímpica, além de ter passado mal depois de ser obrigada a ingerir altas doses de remédio para a lesão no punho em Pequim.
De acordo com a atleta, a CBG restringiu o consumo de água aos atletas, o que foi de alto prejuízo a ela, já que possui cálculos renais. "Era proibição dos técnicos. Podíamos, no máximo, dar borrifadas de uma garrafinha com spray na boca, tentar refrescar o corpo, mas, ainda assim, isso era feito escondido", revelou Jade ao jornal Folha de S.Paulo. "Quando tive crise renal, fui orientada pelo médico a tomar 1,5 litro de água por dia, mas tive restrições e tinha que ouvir piadas: 'Lá vai a Jade tomar a aguinha'', completou a atleta, que quando não mais aguentava apelou para a água do chuveiro.
“E, se pedia água, davam quente, esquentada no microondas, e eu não conseguia tomar. No Japão, no desespero, porque fechavam o registro do filtro, tomei a água do chuveiro. Hoje tenho cinco pedras nos rins", emendou a ginasta.
Devido ao problema no punho, que segundo o pai, César Barbosa, da atleta foi tratado com negligência pela CBG, Jade afirmou que foi obrigada a tomar remédios em alta dosagens, o que teria provocado vômitos e mal-estar durante a estada em Pequim. "Tomava os remédios por causa da dor no punho. Eu até melhorava um pouco da dor, mas, depois, tinha muitos vômitos, não conseguia treinar direito e tinha a sensação de estar sem força nas pernas", declarou.
Jade falou ao jornal que passou a tomar o antiinflamatório Prexige em fevereiro deste ano para controlar as dores no punho, a mando do médico da CBG, Mário Namba. A dose, inicialmente, era de 400g, mas passou a duas cápsulas em julho (na aclimatação no Japão para os Jogos de Pequim) e a três em agosto, durante as Olimpíadas.
Desde a semana passada, César já vinha criticando a CBG, acusando-a de negligência e de não dar apoio no tratamento da filha. Nos últimos dias, ele, inclusive, cogitou processar a entidade. Por sua vez, a CBG ainda não se manifestou para rebater as acusações, mas marcou uma coletiva de imprensa para esta sexta-feira.
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Reuters
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