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30/06 - 12:54

Sucesso de velocistas leva alegria a povo jamaicano
Os principais atletas da Jamaica se preparam para buscar uma medalha de ouro na Olimpíada de Pequim, e suas conquistam representam algum alívio para a população do país, acostumada à enxurrada diária de notícias sobre assassinatos e ações violentas de gangues.

Reuters

O contraste entre o sucesso nas pistas de atletismo e a sombria realidade da capital do país, Kingston, ficou evidente no domingo, apenas algumas horas antes de Usain Bolt, o homem mais rápido do mundo, competir no campeonato nacional.

A polícia fechou a entrada lateral do estádio nacional depois de um tiroteio na área, segundo informaram os policiais.

Funcionários armados e nervosos permaneceram na esquina da rua enquanto no outro lado da arena os fãs faziam fila para ver Bolt.

Desde que Bolt alcançou a marca de 9,72 segundos em Nova York, no mês passado, superando o recorde mundial de seu compatriota Asafa Powell, ele ocupa as manchetes da mídia no mundo todo, à medida que se aproximam os Jogos de Pequim, em agosto.

No entanto, as primeiras páginas dos jornais jamaicanos são rotineiramente preenchidas pela deprimente litania de assassinatos e tiroteios na capital.

De acordo com a mídia local, houve cerca de 700 assassinatos este ano na ilha, situada no Caribe, e as gangues que infestam as ruas de Kingston expõem quase diariamente a falta de segurança pública nas áreas centrais da cidade.

As competições começaram na sexta-feira, mas o noticiário da noite desse dia foi dominado pelo último crime -- o assassinato do chefe da empresa estatal de transporte, morto a bala do lado de fora de um evento que discutia demissões de funcionários.

Os atletas do país estão participando de uma campanha para dissuadir os jovens de entrarem no mundo das armas e tiroteios.

Bolt, Powell e as principais mulheres corredoras, como a medalha de ouro olímpico nos 200 metros, Veronica Campbell-Brown, aparecem em um anúncio de TV segurando um bastão da prova de revezamento, sob o slogan 'Paz, Passe Adiante.'

'Esperamos poder usar o esporte e o exemplo dos atletas para mostrar que há um outro caminho', disse à Reuters o chefe dos atletas jamaicanos, Howard Aris.

'O esporte garante a força isolada unificadora mais importante em toda parte do mundo, entre os países e também dentro de cada nação', afirmou.

O contraste entre os dois mundos, o da violência e o do esporte, também se reflete na música, onde a batida hardcore para dançar frequentemente glorifica o estilo de vida das gangues, enquanto as melodias mais leves do reggae homenageiam a bravura dos atletas.

Já existe uma música chamada 9.72 em homenagem ao 'Relâmpago Bolt'.

A ministra do Esporte, Olivia Grange, reconhece o papel dos atletas em indicar um futuro positivo para os jovens jamaicanos.

'O esporte pode ser usado como uma ferramenta tremenda para combater a violência em nossas comunidades e entre os mais jovens', disse ela.

'Nossos atletas estão fazendo um bom trabalho, eles se comprometem com suas comunidades, trazem para a nossa vida nacional uma atitude positiva contra a violência.'

O atletismo sempre teve fortes raízes na Jamaica. Arthur Wint conquistou a medalha de ouro nos 100 metros nos Jogos de 1948, o primeiro de que o país participou enquanto ainda era uma colônia britânica. A Jamaica ganhou um total de 42 medalhas olímpicas -- apenas uma não foi no atletismo.

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