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26/06 - 14:22

Delaroli acredita em sucesso do Brasil sem Rebeca Gusmão
Primeira mulher brasileira a conseguir índice para os Jogos de Pequim, a nadadora Flávia Delaroli, que está em fase de preparação para sua segunda Olimpíada, não se sente pressionada com o fato de ser a principal velocista do País desde que Rebeca Gusmão foi suspensa por doping.

Gazeta Esportiva

Madura e confiante, ela aposta no crescimento e sucesso da natação brasileira e acredita que o esporte nacional conseguirá superar o caso Rebeca Gusmão.

Após a saída de Rebeca da seleção feminina de natação, desde que foi suspensa pelo TAS (Tribunal Arbitral do Esporte), a possibilidade de os revezamentos femininos classificarem para Pequim ficou mais distante. Entretanto, Delaroli confia que o quarteto formado por ela, Michele Lenhardt, Monique Ferreira e Tatiana Lemos conseguirá a vaga no 4 x 100m livre, a ser confirmada na semana que vem.

"Sem a Rebeca ficou aquela dúvida na hora de classificar o revezamento, mas como com ausência dela a gente conseguiu fazer um tempo satisfatório, isso é relativo, pois o revezamento são as quatro pessoas que estão ali no momento. Não existe ninguém fixo nesta prova, serão as nadadoras que estão melhores na hora, e as que estão melhores agora são as quatro que estão esperando a confirmação da semana que vem", disse Delaroli.

Com o escândalo da ex-companheira de equipe, que foi divulgado, inclusive, pela m´pidia internacional, Delaroli acredita que a natação brasileira ficou prejudicada, porém aposta que conseguirá se recuperar.

"Acho que é inevitável que a sujeira caia um pouco sobre todo mundo. Ela era uma boa nadadora, mas não era a melhor do mundo, então, nem todo mundo sabe quem é a Rebeca, só sabem que é uma nadadora brasileira. Dessa forma, isso acaba refletindo nas outras nadadoras brasileiras. É inevitável que quando a gente faz alguma coisa de errado respingue nas pessoas que estão em volta. Mas eu acredito que isso é reversível. Os atletas têm capacidade de mostrar que estão muito além deste fato lastimável”, acredita.

Com a saída de rebeca Gusmão do cenário da natação, a nadadora do Esporte Clube Pinheiros de São Paulo assumiu o papel de principal velocista do Brasil. Embora este título pese para alguns, Delaroli garante que não se sente pressionada.

"Acho que já passei da fase de me pressionar com alguma coisa. na outra Olimpíada, eu fui e o pessoal já colocava um monte de especulação em cima. Então, a gente já tem a vivência de quatro anos de natação e de experiência. Eu acredito que mais do que pressão é a esperança e a vontade das pessoas de verem um atleta com o qual simpatiza ou acompanha a carreira vá bem. Eu não sinto propriamente uma pressão, uma cobrança, mas, sim, uma vontade das pessoas que torcem por mim de que eu tenha um bom resultado nos Jogos", disse.

Apesar de otimista, Delaroli mostra-se consciente em relação às chances de medalha brasileira, particularmente no feminino, em Pequim. Este ano, se alguma mulher do Brasil subir ao pódio, entrará para a história do esporte nacional, já que o Brasil nunca ganhou medalha olímpica nas categorias individuais. Por sua vez, a nadadora crê que este sonho na natação não é para agora.

"Sinceramente, acho que isso ainda é uma esperança um pouquinho longe do nosso alcance nessa Olimpíada. Mas a gente está caminhando para esse quadro.A natação brasileira evoluiu absurdamente nos últimos anos, mas se você for pensar em medalha, não há conquista recente. Mas eu posso dizer que a gente vai chegar lá (nos Jogos) com tudo e, se derem uma brecha, traremos uma medalha, pois às vezes acontecem coisas inesperadas", falou a atleta, que pede paciência.

"As pessoas que estão nesse meio sabem dessa evolução, já as outras estão sempre perguntando quando é que vem a medalha. O que eu posso dizer é que se tenha paciência, pois a evolução está em progresso e, mesmo que não venha nesta Olimpíada, eu acredito que esta evolução não está aquém das expectativas. Se não for nesta Olimpíada, com certeza na próxima já vai dar", aposta.

Embalada pelos bons resultados que vem conquistando, a nadadora tem esperanças de melhorar suas marcas em Pequim. "O meu objetivo é melhorar o meu tempo. Seria um grande presente melhorá-lo, porque venho em uma crescente desde o Pan e estou voltando a fazer meus melhores resultados. Então, antes de pensar em qualquer coisa nas Olimpíadas, eu tenho que melhorar esse resultado. Estou no caminho certo e muito feliz por tudo o que tem acontecido, inclusive, com a minha trajetória para as Olimpíadas. Estou me sentindo muito bem e, quando é assim, não tem como dar errado", conclui.


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