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12/06 - 09:48

Mundial no Rio pode levar Torben de volta à Star
Prestes a embarcar em mais uma viagem de volta ao mundo na Volvo Ocean Racing, o bicampeão olímpico Torben Grael admitiu que pode voltar à classe Star em breve. A motivação seria a disputa de mais um campeonato Mundial, o de 2010, em casa.

Gazeta Esportiva

Dentro de 2 anos, o Rio de Janeiro receberá a competição mais importante da classe na qual o velejador fluminense conquistou medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atlanta-96 e Atenas-2004. Além dos dois títulos olímpicos, ele e o proeiro Marcelo Ferreira foram bronze nos Jogos de Seoul-98 e Sydney-2000. Torben tem ainda mais uma medalha olímpica, prata, na classe Soling, em Los Angeles-84.

Se é um dos principais medalhistas olímpicos da história brasileira, em Mundiais Torben foi campeão apenas uma vez, em Cleveland-90. Com outras quatro pratas e dois bronzes, inclusive um no Rio, em 96, ele terá a oportunidade de voltar a brigar pelo título mundial correndo em seus domínios.

Cauteloso ao falar sobre o assunto, Torben começa com um enigmático "não sei" ao ser perguntado se planeja retornar à Star em mais uma olimpíada. Mas pouco depois deixa claro o propósito de voltar à antiga classe. "Devemos voltar a velejar de Star, a princípio, após a Volvo. Para disputar o Mundial de 2010, no Rio de Janeiro", admitiu à Gazeta Esportiva.Net, reconhecendo a intenção de retomar a parceria com Ferreira.

Na regata de volta ao mundo, o brasileiro será capitão do barco de tripulação internacional da poderosa equipe Ericsson, no qual também estarão João Signorini, o Joca, e Horácio Carabelli, egressos da equipe do Brasil 1. Terceiro colocado na campanha 2005/06 com a embarcação brasileira, Torben volta à briga com chances ainda maiores de conquistar o título. Motivo pelo qual se dispôs a abrir mão de mais uma Olimpíada, Pequim-2008, na qual o Brasil será representado por Robert Scheidt e Bruno Prada. Bicampeão olímpico de Laser (Atlanta-96 e Atenas-2004) e prata nos Jogos de Sydney-2000, o paulista Scheidt foi campeão mundial da Star em 2007.

O crescimento do interesse de Torben pela classe oceânica foi natural. Após a campanha com a embarcação brasileira, ele participou de sua terceira edição da Americas´Cup, ficando com o vice da Copa Louis Vuitton.

O desafio só terminou em junho de 2007, deixando um ano de preparação para a campanha olímpica. "Mas menos de seis meses para a eliminatória (seletiva)", lembra o velejador. "Mesmo assim, começamos (ele e Ferreira) a treinar e fizemos um bom Mundial".

A competição foi disputada em julho, na cidade portuguesa de Cascais. Torben e seu proeiro ficaram em 13º e só não correram a Medal Race por uma bandeira preta na última regata. Foi quando os planos olímpicos começaram a mudar.

"Surgiu um novo convite para a Volvo. E entre fazer algo que somos bons em condições não ideais e, algo em condições que julgamos ideais a escolha não foi difícil", explica.

A regata de volta ao mundo começa em outubro, largando da Espanha e desde outubro do ano passado, Torben treina em Lanzarote, nas Ilhas Canárias. Além do orçamento muito superior ao de sua primeira campanha no evento, o brasileiro contará com um barco desenhado pelo argentino Juan Kouyoumdjian, que também projetou o campeão da última edição.

O time sueco competirá com duas embarcações. A internacional e uma exclusivamente de velejadores nórdicos, capitaneada por Anders Lewander. Para a preparação, foi comprado o barco campeão de 2005/06, que tem sido usado nos treinos. O novo barco de Kouyoumdjian deve ser entregue ainda este mês à equipe de Torben.

Com a evolução da estrutura, o brasileiro aposta em uma briga intensa pelo próximo título. "Na última (campanha) tínhamos pouca experiência, agora temos muito mais. Competimos com o mínimo de recursos, que estão muito maiores desta vez. Também temos o tempo (de preparação) que faltou antes. São coisas bastante significativas, mas que não garantem nada", diz, respeitoso pela concorrência.

Apesar de reconhecer que o nível dos competidores só será comprovado quando as tripulações começarem a velejar de fato, o brasileiro destaca alguns possíveis adversários de peso. "Provavelmente, o americano (Puma, comandado por Ken Read) e o espanhol (Telefonica, que terá duas equipes na disputa)".

Mesmo com a agenda apertada pelos compromissos de preparação para a regata oceânica, Torben encontrou espaço para uma passagem rápida pelo Brasil. No início da semana, esteve em São Paulo e Rio de Janeiro autografando o livro Lobos do Mar - Os brasileiros na regata de volta ao mundo escrito por Murillo Novaes a partir de seus depoimentos. Se já registrou em livro sua trajetória na vela oceânica, Torben não descarta a possibilidade de fazer o mesmo com a experiência olímpica. "É possível, mas não para agora".

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