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'Nervoso', Bruce Buffer promete surpresa e português no UFC Rio

Em entrevista ao iG, apresentador falou das expectativas para o evento e revelou bastidores do UFC

Rodrigo Farah, iG São Paulo |

Não existem muitos fãs de MMA que desconheçam as famosas introduções de Bruce Buffer. Apresentador dos combates do UFC há 15 anos, ele se consolidou como uma das principais imagens da entidade e também será uma estrela à parte no UFC Rio, no dia 27 de agosto. Em entrevista exclusiva ao iG, o locutor admitiu grande nervosismo para o evento na Arena HSBC e ainda prometeu surpreender os fãs brasileiros com palavras em português.

Divulgação
Bruce Buffer acredita que Anderson Silva x Jon Jones seria a maior luta de todos os tempos
“Estou tremendamente ansioso para o evento, mais do que qualquer outro nos últimos dois anos”, afirmou o norte-americano. “Todos me falam que o MMA no país cresceu muito ultimamente e quero ver o quão grande está”, completou.

Bruce Buffer também aproveitou para falar sobre sua história dentro do UFC e sobre seus lutadores favoritos. O apresentador ainda revelou algumas reclamações de Dana White sobre seu estilo e ponderou que o nome de Rodrigo Minotauro é o mais divertido de anunciar. Confira os principais trechos da entrevista:

iG: Como estão suas expectativas para o UFC?
Bruce Buffer:
Estou tremendamente ansioso para o evento, mais do que qualquer outro nos últimos dois anos. Adoro o Brasil e esse evento significa muito para mim. Estou nervoso e aguardando há muito tempo, mas a hora finalmente chegou.

iG: Você já veio outras vezes para o Brasil, não é? Em quais eventos já trabalhou aqui?
Bruce Buffer:
Participei do outro UFC, em São Paulo, e fiz eventos como o Heroes, de Carlson Gracie, e um Abu Dhabi, de submission. Mas a última vez que estive no Brasil foi em 2002, já faz muito tempo. Todos me falam que o MMA no país cresceu muito ultimamente e quero ver o quão grande está realmente. Parece que está bem popular.

iG: O que gosta mais do país?
Bruce Buffer:
Além dos lutadores fantásticos que vocês produzem, sou fã de uma série de coisas. Gosto das pessoas, do interior, que eu já conheci, e da comida. Mas o melhor de tudo é a personalidade das pessoas, que sempre me tratam muito bem. É claro que as mulheres também são lindas. A Gisele Bündchen, por exemplo, é maravilhosa. Mas boa parte das mulheres daí parecem top models. São de tirar o fôlego...

iG: A luta entre Anderson Silva e Vitor Belfort foi um marco para o MMA do Brasil. Depois dela, o UFC ficou bem popular por aqui. Como você vê esse crescimento no país com uma perspectiva estrangeira?
Bruce Buffer:
Sei bem que o futebol é disparado o maior esporte do Brasil. Mas, realmente, enxergo um apoio crescente dos brasileiros para o MMA. Recebo muitas mensagens e uma resposta cada vez maior dos fãs daí. Achei muito curiosa a resposta do Vitor Belfort [após o UFC 133] afirmando que o UFC ficaria maior que o futebol em três anos. Não sei se vai chegar a tanto, mas com certeza ele crescerá. O UFC Rio será outro marco dentro disso.

iG: Está preparando algo especial para os fãs brasileiros, como algumas palavras em português no UFC Rio?
Bruce Buffer:
Com certeza! Assim que me aquecer, vou preparar algumas palavras para a torcida em “porrrtúguês” [já arriscando a tradução].

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iG: É um fato que o UFC Rio poderá mudar muita coisa por aqui. Mas o quão importante é a volta para a entidade em si? Os outros membros do UFC estão realmente ansiosos para o evento?
Bruce Buffer:
Todos estão muito excitados, com certeza. Queremos fazer tudo certo, sem falhas. É algo muito grande para a empresa. Por isso, vamos levar tudo, toda a nossa estrutura. E vamos encarar os fatos: O UFC só veio para os Estados Unidos em 1993 por causa do Brasil. Não temos nada além de respeito pelo país e por tudo o que fizeram pelo esporte.

iG: Falando do UFC de uma forma geral, você está na companhia desde o começo, certo? Como você analisa o acrescimento do torneio desde então?
Bruce Buffer:
Isso. Comecei a apresentar as lutas desde o UFC 8, em 1996. Sempre achei que seria um evento enorme, que viraria algo espetacular. Era um esporte que precisava ser refinado e foi o que aconteceu. Quando o Dana [White, presidente] assumiu com a Zuffa, eles levaram tudo para um novo patamar. Viram que o esporte precisava de regras e o transformaram em um show incrível.

iG: Você também possui experiência em artes como judô, jiu-jistu e kickboxing. Se fosse um lutador profissional, qual seria o seu apelido?
Bruce Buffer:
Hum... Acho que seria Bruce, o “Briguento”. Porque quando eu lutava, ia para a briga mesmo. Ia para o nocaute sempre, queria show, risos.

MiGCompFotoLinks_C:undefinediG: Como você se sente quando vê um lutador apanhando brutalmente? Ainda mais se for algum amigo seu...
Bruce Buffer:
Eles são lutadores e isso faz parte do trabalho. Não posso me sentir mal por algo que eles escolheram fazer. É claro que não quero ver nenhum deles se machucando muito, ainda mais comigo lá para presenciar. Mas eles vivem para entrar no octógono e isso é algo da rotina. Faz parte do trabalho que eles escolheram.

iG: Já recebeu algum tipo de reclamação ou bronca do Dana White por algo que fez no octógono?
Bruce Buffer:
Alguns anos atrás, o Dana veio discutir seriamente sobre as minhas apresentações. Mas ele deu opiniões muito boas. Achava que estava demorando tempo demais para anunciar os lutadores. Foi aí que percebi que não é o tempo que você usa para dizer e sim a forma que você usa que realmente importa. Antes, eu falava muito, mas mudei isso e fiz apresentações menores e com mais emoção.

iG: Quem é o melhor lutador de MMA do mundo na sua opinião?
Bruce Buffer:
Tem alguns que realmente admiro... O Anderson Silva, o Jon Jones e o Georges St-Pierre são os que tem mais talento. Diria que o Anderson Silva é o primeiro com o Jon Jones logo em seguida. Acho que ele vai provar que pode chegar até mais longe que o Anderson um dia. Se eles lutassem, fariam o maior combate de todos os tempos do UFC.

iG: E qual é a sua opinião sobre o Fedor Emelianenko?
Bruce Buffer:
Ele é uma lenda viva do esporte. Mas a realidade é que ele não lutou com nenhum dos grandes desde 2005. Ele mostrou em suas últimas lutas que não é invencível apesar de ser incrível. A melhor coisa que ele poderia ter feito era ter aceitado a oferta do UFC para enfrentar Brock Lesnar na época [2009]. Isso o colocaria no mainstream, pois o UFC investiria milhões em marketing no nome dele. Sem falar que ele lutaria com os melhores do mundo.

iG: Quel é o nome que você mais gosta de anunciar e qual é o mais difícil?
Bruce Buffer:
Os nomes dos campeões, como Anderson Silva, são bem legais de introduzir. Mas gosto muito do “Big Nog” [Minotauro]. Berrar “Antônio Rodrigo Nogueira” [gritando no telefone] é incrível. É um nome bem forte. Já os mais difíceis são os de uma sílaba. O do Jon Fitch é bem complicado. O segredo é prolongar as vogais.

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