Shogun: ‘Quem ainda tem preconceito é porque não conhece o MMA’

Maurício Rua afirma que UFC Rio mudará percepção do esporte no Brasil e que só pensa em Forrest Griffin

Rodrigo Farah e Vicente Seda, no Rio de Janeiro | 25/08/2011 16:33

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O brasileiro Maurício Shogun mostrou tranquilidade ao falar do combate com Forrest Griffin, seu algoz quando estreou no UFC, em 2007. Ele afirmou que espera uma luta dura, mas se disse empolgado por poder lutar diante de sua família e amigos no Brasil. Ao comentar o crescimento do esporte no país, analisou que o preconceito diminuiu e, se ainda existe, é por parte de quem não conhece o MMA.

“O MMA no Brasil mudou muito e acredito que depois de sábado mudará muito mais, porque as pessoas verão que é um show. Quem ainda tem preconceito é porque não conhece. Tinha o sonho de lutar perto da minha família e realizei ao entrar nesse card”, disse.

Rodrigo Minotauro também tomou o microfone para dizer que a transmissão do UFC Rio em canal aberto de televisão será uma enorme alavanca para a popularização do MMA. “É uma oportunidade para o povo brasileiro reconhecer o nosso esporte como o segundo esporte, depois do futebol. Acho que essa transmissão em TV aberta vai ajudar muito a popularizar o MMA, é algo que nunca aconteceu aqui”.

Indagado sobre a possibilidade de voltar a disputar o cinturão dos meio-pesados em um futuro próximo, já que perdeu o título para Jon Jones ao ser massacrado em março deste ano, Shogun afirmou que, por ora, só pensa em Forrest Griffin.

“Fiquei três meses e meio focado em Los Angeles, fiz toda a recuperação lá. Depois da luta vejo o que faço, agora só penso no combate com o Forrest”, disse Shogun. O presidente do UFC, Dana White, completou: “Chael Sonnen tem uma luta em Houston, temos de ver antes como vai ser, e obviamente o Dan Henderson é uma possibilidade também. Vamos esperar os combates acontecerem”, determinou.

Griffin, por sua vez, deu de ombros para a pressão de lutar em território “hostil”. “Não é o mundo todo contra a gente, é só o Rio. Serão 15 mil contra na arena, mas é compreensível. Quando eles vão para os Estados Unidos é mais ou menos assim também”.

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