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Minotauro personifica Rocky Balboa brasileiro com redenção no UFC

Em entrevista ao iG, peso pesado do UFC fala sobre o sacrifício e sobre a volta por cima com a vitória no UFC Rio

Rodrigo Farah, iG São Paulo |

AE
Minotauro é aplaudido pela torcida do Inter no Beira-Rio
O UFC Rio serviu como um desfecho digno de cinema para Rodrigo Minotauro. Ameaçado da demissão e recém-recuperado de três cirurgias consecutivas, o baiano retornou de maneira surpreendente e nocauteou o favorito Brendan Schaub no primeiro round. O triunfo na Arena HSBC consolidou ainda mais a imagem de “guerreiro” do veterano de 35 anos, com uma história comparável a do lendário personagem Rocky Balboa, interpretado por Sylvester Stallone.

Veja também: Minotauro lidera bolsas do UFC Rio com salário de quase um milhão

“Vi até uma foto minha com o resto deformado que parecia com ele. Sou um cara que consegue assimilar muitos socos, assim como o Rocky. Nessa luta foi assim mais uma vez, então acho que o apelido cai bem”, afirmou o lutador redimido pelo triunfo no fim de agosto. “Cheguei a fazer oito horas de fisioterapia em alguns dias e nunca desisti”, completou.

Em entrevista ao iG, Minotauro comentou a respeito da pressão de lutar no UFC Rio e fez uma análise detalhada do triunfo sobre o norte-americano. O baiano ainda falou a respeito da relação com o Internacional, do futuro no MMA e sobre o reinado de Anderson Silva.

Confira os principais trechos da entrevista:

iG: Como você avaliou o retorno do UFC ao Brasil? Foi tudo o que esperava?
Minotauro:
Foi um marco na minha carreira, talvez o mais importante de todos. Era até engraçado ser um ídolo local e nunca ter lutado dentro do Brasil. O que eu senti da torcida foi indescritível, foi a gasolina que eu precisava para conseguir a vitória. Foi algo incrível e superou minhas expectativas, com certeza a vitória também foi de todos que gritaram meu nome.

iG: Como aconteceu o acordo com o Internacional? Ele foi fechado bem em cima da hora antes do UFC Rio...
Minotauro:
Fechamos tudo muito rápido, alguns dias antes da minha luta. Depois do UFC Rio contei mais de 380 mil mensagens de apoio e boa parte foi de torcedores do Internacional. Depois fui apresentado no Beira-rio e foi algo bem legal. Todos gritaram “Minotauro é popular” e foi bem bacana. Vamos começar a negociar agora para renovar o contrato por mais um ano.

iG: Você teve certas dificuldades no começo da luta contra o Brendan Schaub e levou uma série de pancadas. Mesmo assim, aguentou muito bem como nos velhos tempos. Como você avalia o combate de uma forma geral?
Minotauro:
Eu levei um upper duro e um jab bem forte, mas não passou disso. Teve uma hora que trocamos socos ao mesmo tempo e ele andou para trás. Foi aí que percebi que o meu estava mais forte. Eu tentei leva-lo três vezes para o chão, mas ele tem um quadril muito bom e estava bem liso. Então decidi ir para a trocação mesmo. Já tinha falado que estava pronto para todas as áreas. Fui sentindo o melhor momento e a melhor posição dentro do octógono. Isso é lutar. Fui ganhando confiança e acertando a melhor distância.

Meu soco foi entrando mais forte e comecei a acertar a esquiva. Até que em um momento, o [Junior] Cigano e o Rogério [Minotouro] levantaram a mão e gritaram que era hora de ir para cima. Foi isso o que eu fiz e deu tudo certo.

iG: Você passou por duas cirurgias* e estava ameaçado no UFC em caso de derrota. Como avalia sua trajetória nos últimos meses até o UFC Rio?
Minotauro:
O mais importante é não ter nenhuma dúvida quando subir no octógono. Cheguei a não ter certeza que ficaria bem ao longo da recuperação. Tinha muitas dores no começo e algumas posições me incomodavam. Meu equilíbrio era zero, mas cheguei a fazer oito horas de fisioterapia em alguns dias e mudei tudo isso. Nunca desisti. Fiquei meses recuperando meu quadril e no próprio dia da luta cheguei a fazer fisio por 1h30. Não senti nada e lutei no meu melhor possível.

*Nota da redação: Minotauro passou por uma cirurgia no joelho esquerdo no meio de 2010 e depois por duas cirurgias no quadril, em dezembro e em fevereiro de 2011. A princípio, só deveria voltar a lutar em outubro, mas adiantou sua recuperação para fazer parte do UFC Rio.

AE
Minotauro é aplaudido pela torcida do Inter no Beira-Rio
iG: Sua trajetória sempre foi marcada por muitas superações, seja dentro ou fora do ringue. Algumas vezes chegou a ser chamado de Rocky Balboa do Brasil. Acha que o apelido ganhou ainda mais força depois do UFC Rio?
Minotauro:
Eu vi até uma foto minha com o resto deformado que lembrava um pouco ele. Sou um cara que consegue assimilar muitos socos, assim com o Rocky. Nessa luta foi assim mais uma vez, então acho que o apelido cai bem. Mas na minha opinião, a luta contra o Schaub também estava muito disputada, ele teve dois momentos perigosos e eu também tive os meus. Ainda bem que eu aguentei firme até o fim.

iG: Já especularam seu próximo combate em dezembro, no Canadá, e em fevereiro, no Japão. Quando e contra quem você voltará a lutar?
Minotauro:
Cogitaram meu retorno no dia 10 de dezembro, mas vou sentar e avaliar com minha equipe. Fiz um esforço sobre-humano para voltar a tempo do UFC Rio e não quero me machucar. O médico disse que eu só estaria 100% em outubro. Eu já me adiantei muito, mas vamos ver como eu volto aos treinos. O UFC também perguntou contra quem eu gostaria de lutar e já falei que seria contra o Brock Lesnar ou o Frank Mir. Vamos aguardar.

null iG: Você já conhece e treina o Anderson Silva há anos. Como analisa o reinado do Aranha no UFC e o status de ídolo nacional que ele atingiu?
Minotauro:
Ele é o que é pelo o que faz com os adversários. Pega caras tops e faz parecer fácil, como se o outro fosse um amador. Aí eu me pergunto, quem vai botar para ele? O Dan Henderson? Já foi finalizado! O Chael Sonnen? Enfrentou ele com bomba e o Anderson com as costela quebrada. Só por isso foi tão longe. Não tem ninguém para ganhar dele. E só fico feliz, por tudo o que ele fez. Batalhou muito e hoje é intocável.

iG: E uma superluta dele contra o GSP ou contra o Jon Jones? Eles não seriam bons adversários?
Minotauro:
O GSP seria um grande adversário, e o Jon Jones também. Eu acho que o Jones tá mais para peso pesado, pois ele é muito grande e alto. Mas também sou mais Anderson. Ele pegou todo o meu treinamento no Rio. Me viu de muleta e sempre falou para eu não fazer a “doidera” de lutar no UFC Rio. Pedi um mês para me recuperar e quanto voltamos a treinar, ele ficou impressionado. Disse que nunca tinha me visto treinando tão vem. Ele me ajudou muito e é um dos responsáveis pelo meu retorno.

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