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Dana White revela lado 'paizão' e incentiva sexo antes das lutas

Em entrevista ao iG, o presidente do UFC falou a respeito da vida pessoal citando até os problemas com máfia no começo da carreira

Rodrigo Farah, iG São Paulo |

UFC
Dana White afirmou ao iG que sexo faz bem aos atletas na véspera do combate
Dana White é daqueles sujeitos controversos. Foi idolatrado, chamado de maior dirigente esportivo do mundo e também já recebeu críticas como uma figura manipuladora. Fato é que o presidente do UFC se tornou um símbolo de sucesso dentro do esporte. Responsável pela explosão do maior torneio de MMA do mundo, ele virou a cara do UFC. Mas apesar do status de celebridade, o magnata não poupa esforços para manter seus hábitos antigos.

Veja também: Chefão do UFC eleva Lyoto, Minotauro e Shogun e perdoa derrotas

Em entrevista exclusiva ao iG, Dana White falou mais a respeito da vida fora dos compromissos do UFC. O presidente comentou a respeito de seus hobbies longe do mundo das lutas com direito a shows de rock e, principalmente, muitas paparicação dos filhos.

“Não vou mudar e deixar de ir ao show do Rage Against The Machine, por exemplo. Eu gosto do que gosto e isso nunca vai mudar. Eu trabalho muito, muito mesmo. Quando não estou trabalhando, fico do lado dos meus filhos. É isso o que gosto de fazer. Gosto de assistí-los surfar, jogar futebol e tudo isso. O que mais me dá prazer é vê-los fazer essas coisas", afirmou.

O presidente também comentou a respeito do futuro da entidade e dos investimentos realizados no Brasil. Dana White ainda falou sobre assuntos menos tradicionais, como o sexo antes das lutas e o assédio das “Marias-Tatame” sobre os atletas do UFC.

Confira a entrevista completa:

iG: Como funcionará efetivamente a parceria com a Globo para realização do reality show? Quem está fazendo os investimentos e tomando as decisões?
Dana White:
Até agora correu tudo muito bem. Ainda não estamos juntos há muito tempo, mas está tudo bem. O “Ultimate Fighter” será incrível no Brasil. Mas sobre como funcionará, somos nós que vamos produzir o show basicamente da mesma maneira como fazemos nos Estados Unidos. Nós sabemos o que fazemos. Já fizemos 15 outros shows e acertamos.

iG: Falando a respeito do mercado brasileiro, aponte uma coisa boa e uma ruim ao realizar negócios por aqui.
Dana White:
A única coisa ruim de fazer negócios no Brasil são os voos. Todo o resto é ótimo. O Brasil está se tornando estavelmente um dos maiores mercados do mundo para o MMA. Além disso, é a quinta maior economia do mundo. As coisas não poderiam estar melhores no Brasil e isso também facilita as negociações.

iG: Olhando de fora, parece que existem políticos puxando o saco do UFC para tentar aparecer. Isso acontece?
Dana White:
Não é assim, mas eles tem facilitado as coisas para nós. O que acontece é que o Brasil é um mercado já educado no esporte. Mesmo que o MMA tenha permanecido muito tempo como um esporte underground, ele está aqui desde o início. Começou aqui. Agora, todos sabem e está tudo mais fácil e por isso fomos bem recebidos. 

 iG: O UFC está crescendo cada vez mais mundo afora. Mas qual é a melhor estratégia para conquistar aqueles fãs mais tradicionais, como aqueles que ainda não consideram o MMA um esporte ou acham que é muito violento?
Dana White:
Isso vai levar muito tempo. É um processo de educação, você tem que educar esses fãs e mostrar o que é o esporte, o que os atletas fazem. Mas você sempre terá um segmento pequeno da população que não gostará de assistir às lutas de forma alguma. Esses aí não precisam, eles podem assistir outra coisa.null

 iG: Você virou a cara do UFC. O quanto se dá de crédito por ter colocado a companhia em um lugar tão alto?
Dana White:
Muitas vezes para o público o UFC parece que é o “Show de Dana”. Mas a verdade é que existem muitas pessoas trabalhando duro nos bastidores que trouxeram o UFC aqui. Eu não sento e fico analisando as coisas que eu fiz, pois sei que muitos trabalharam duro.

iG: Como presidente do UFC e um boxeador aposentado, qual é a sua opinião sobre sexo na véspera da luta?
Dana White:
Sexo antes das lutas? (risos) Acho que não faz mal nenhum. Algumas pessoas falam que faz mal para você, mas não acredito. Acho que faz até bem. Eu apoio e incentivo (risos).

Confira também: Mãe de Dana White compara filho a Gollum e cita filme de satanás

 iG: Aqui no Brasil existe um tipo de fã no futebol chamada “Maria-Chuteira”, que costuma perseguir os jogadores. Como isso funciona no UFC? Como é o assédio das “Marias-Tatame”?
Dana White:
Eu realmente não sei. Tenho certeza que existem, mas não costumo ver. Uma coisa que eu observei no UFC é que não temos muito este tipo de fãs e sim aqueles torcedores fanáticos que sabem tudo sobre os atletas. Em todos os lugares que fui e no contato com as centenas de milhares de pessoas que eu tive, nunca vi situações de “Marias-Tatame”. Você tem vários torcedores fanáticos que querem estar ali, tirar fotos, ganhar autógrafos, mas nunca nada desse tipo que você falou.

iG: Apesar de ser dono de uma organização como o UFC, você faz questão de manter hábitos anteriores à fama, como ficar no meio da pista em shows de rock. O que mais costuma fazer para se manter no “mundo real”?
Dana White:
Não costumo pensar desta forma. Mesmo com tudo o que aconteceu, não me vejo famoso. Na minha cabeça apenas existem muitas pessoas que gostam do que faço. Sobre estar lá fora e fazer tudo normalmente é simplesmente quem eu sou. Não acho que você tenha que mudar seus hábitos por causa da sua situação financeira. Não vou mudar e deixar de ir ao show do Rage Against The Machine, por exemplo. Eu gosto do que gosto e isso nunca vai mudar. Eu trabalho muito, muito mesmo. Quando não estou trabalhando, fico do lado dos meus filhos. É isso o que gosto de fazer. Gosto de assisti-los surfar, jogar futebol e tudo isso. O que mais me dá prazer é vê-los fazer essas coisas.

iG: Pensando a longo prazo, é ruim para os negócios promover lutas entre dois campeões, como Anderson Silva e Jon Jones? Com lutas assim você perde o misticismo em torno de um dos atletas...
Dana White:
Não. Neste caso, acho que ambos têm algumas coisas a conquistar antes disso, especialmente o Jon Jones, que tem 24 anos. Mas não acho nada de errado em promover superlutas desde que seja na hora certa e no lugar certo. Como fizemos na luta entre o Georges St-Pierre e o BJ Penn.

iG: Como funciona sua parceria com os irmãos Fertitta? Quem toma as decisões finais?
Dana White:
As pessoas sempre me perguntam e é difícil explicar de uma forma clara. Quando as coisas estavam ruins no começo, e o UFC perdia muito dinheiro virou uma hora perfeita para nós culparmos uns aos outros e apontarmos os dedos. Mas nunca houve nada disso. E depois quando tudo virou esse sucesso incrível, entrando dinheiro, e com um cara na frente recebendo os créditos, poderia ter causado ciúmes e animosidade, mas nunca aconteceu. Acredito que o maior motivo pelo sucesso do UFC é o relacionamento entre nós três. Mesmo em grandes decisões, nós as tomamos juntos. Cada um sabe como ceder. Se um dos três realmente quer fazer algo, nós deixamos. Temos mesmo esse respeito entre nós. Mas o mais importante em negócios, em bandas e coisas assim é não deixar o ego entrar no meio, como aconteceu com o Rage Against The Machine, por exemplo. Isso nunca acontecerá entre nós três.

iG: Você sempre fala do interesse em tornar o UFC uma organização global, citando possíveis ida a países como China e Afeganistão. Aonde poderemos esperar o UFC nos próximos dois anos?
Dana White:
Nós vamos a todos esses países. Além disso, alguns acordos com televisões como o da FOX, nos Estados Unidos, e o da Globo, no Brasil, vão transformar os próximos dois anos em anos mais importantes do que os últimos dez juntos. O reality show no Brasil vai explodir aqui. O mercado vai se tornar o maior mercado do mundo no MMA em alguns anos e ele já tem os lutadores mais talentosos do mundo saindo daqui. Acho que será uma loucura.

iG: Antes de se tornar presidente do UFC, você trabalhava com boxe e chegou a ser perseguido pela máfia de Boston. Como foi esta história?
Dana White:
Eu tinha um negócio pequeno ensinando boxe para as pessoas. E basicamente como funcionava antes de todos esses caras irem para a prisão era que eles cobravam dinheiro das pessoas a as assustavam para isso. Foi isso o que aconteceu comigo. Eles apareceram e queriam dinheiro. Eu não paguei e tive que deixar Boston por causa disso. E oito meses depois, quando saí, foi quando todos começaram a ser presos. Desenterraram corpos e coisas assim. Eles me ameaçaram cobrando US$ 2 mil e disseram: “Ou você nos paga ou vamos te f...”. (risos) Então eu tive que sair de lá, pois não tinha na época.

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