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Cigano põe boxe em 2º plano e diz que não brigará por vaga olímpica

Em entrevista ao iG, o pesado falou também do cinturão do UFC e da luta dos sonhos contra Mike Tyson

Rodrigo Farah, iG São Paulo |

Getty Images
Junior dos Santos diz não ter intenção de deixar o octógono do UFC
Aqueles que sonhavam em ver Junior Cigano nas Olimpíadas do Rio 2016 terão que esquecer a ideia. Em entrevista ao iG, o campeão dos pesados do UFC desmentiu a intenção de representar o Brasil no boxe olímpico e afirmou que não tem nenhuma previsão de largar o MMA para iniciar uma carreira no pugilismo.

Veja também: Após cinturão do UFC, Cigano sonha com medalha olímpica no boxe

“Não, isso era apenas uma vontade antiga. Gosto muito do boxe e talvez um dia eu até queira me arriscar no boxe. Mas hoje eu amo fazer o que eu faço”, comentou o atleta do UFC. “Isso do boxe nas Olimpíadas eu tinha conversado com o Dórea [seu treinador principal], mas não foi nada sério, só uma conversa que saiu para a galera”, completou.

Confira ainda: Cigano diz que venceria Mike Tyson por nocaute no UFC e no boxe

Em fase de treinamentos para a primeira defesa do cinturão, Cigano ainda falou sobre a estratégia de luta contra o “gigante” Alistair Overeem. O campeão dos pesados também comentou sobre a luta dos sonhos contra Mike Tyson e sobre um possível combate contra a sensação Jon Jones.

Veja os principais trechos da entrevista:

iG: Como está a recuperação do joelho? Você chegou a afirmar que estava com dores nos treinos de jiu-jitsu. Elas já diminuíram?
Junior Cigano:
A recuperação está boa. O joelho não me limita mais a nada. Estou treinando jiu-jitsu, boxe e malhando. Nos primeiros treinos de jiu eu senti um pouco de dor, mas já consultei o médico e ele me explicou que era normal, pois eu fiz uma cirurgia. Até voltar a acostumar isso acontece. Ainda sinto uma leve fisgada de nada quando desço totalmente, mas isso não me atrapalha.

iG: Você terá a desvantagem do alcance contra o Overeem. Como fará para lidar com isso e também com os chutes e joelhadas dele? Qual é o melhor tipo de movimentação em uma luta como essa?
Junior Cigano:
O Overeem vai ser um bom desafio, é um dos melhores strikers do mundo. Não foi à toa que ganhou o K-1. Mas confio muito em mim lutando em pé e vou procurar o nocaute. Se fizermos um bom trabalho, conseguimos o nocaute em qualquer luta, independente de quem for o oponente. Contra ele terei alguns desafios maiores, como a envergadura, os chutes e a força. Mas confio na minha velocidade e ela será a diferença. Vou trabalhar bastante o muay thai para defender os chutes e joelhadas e vou tentar tirar a vantagem na mão.null

iG: Qual seria a melhor estratégia contra os chutes e joelhadas? O contragolpe com os socos de encontro?
Junior Cigano:
Também pode ser. Dar o golpe junto em cima do golpe dele. Eu já fiz isso contra o Gabriel Napão. Quando ele me chuta, eu dou o golpe de encontro. É um golpe até meio perigoso, pois também me expõe. Mas feito da forma certa, é muito eficaz e com certeza leva ao nocaute.

Leia também: Cigano defenderá cinturão contra 'gigante' holandês no dia 26 de maio

iG: O Overeem é conhecido por ser “gigante”. Você vai realizar algum trabalho de hipertrofia e ganhar massa muscular para enfrentá-lo?
Junior Cigano:
Eu estou fazendo muita força nos treinos, mas como sempre faço. Nessa época eu fortaleço para aguentar o treino duro que virá com os sparings. Me sinto muito bem no peso 108, que é o que eu normalmente luto. Até 110 kg está ótimo, pois consigo ser rápido e forte desta forma.

Rodrigo Farah
Junior Cigano exibe o cinturão do UFC com seu treinador Luiz Dórea
 iG: O UFC ainda não decidiu se promoverá o próximo evento no Brasil em São Paulo ou no Rio de Janeiro. Apesar de estar com luta marcada em Vegas, você preferiria lutar aonde? Em São Paulo ou no Rio?
Junior Cigano:
Difícil essa. Talvez em São Paulo... Hum... Não, tanto faz. Independente do lugar que receber o evento, o mais importante é ser no Brasil. Se fosse em Salvador, seria melhor, mas isso vai demorar para acontecer. Eu gostaria de lutar no Brasil, principalmente em um estádio. O UFC está arriscando e seria legal participar. Já fui o primeiro a lutar na TV aberta [nos Estados Unidos] e lutar em um estádio daqui seria bem legal.

Confira ainda: Cigano diz que venceria Tyson por nocaute no UFC e no boxe

iG: O Jon Jones disse que gostaria de lutar entre os pesados eventualmente. Você o considera uma ameaça? Como ele pode ser derrotado?
Junior Cigano:
Todo lutador é perigoso, ainda mais no caso do Jon Jones. É um talento, um fenômeno. Está provando isso nas lutas dele. É muito confiante e habilidoso. Se ele subir, será mais um adversário. Encaro todos da mesma maneira. Iria estudar o jogo dele e trabalhar a melhor forma de vencê-lo. Caso ele suba mesmo de categoria, vou dar tudo de mim para vencer.

iG: Você afirmou recentemente que nocautearia Mike Tyson no UFC e no boxe também. Analisando o estilo “pegador” dos dois, como a luta transcorreria?
Junior Cigano:
O Mike Tyson já está aposentado. Sou um grande fã do Tyson. Muita coisa do meu jogo eu tirei dele, como o cruzado baixo que ele costumava dar. Ele pendulava e disparava. Gosto muito de fazer esse movimento. No caso de perguntarem como seria uma luta minha com ele, é complicado saber. Como eu sempre falo, confio que posso nocautear qualquer um do mundo. É assim que eu gosto de pensar. Acho que nunca rolaria uma luta entre nós dois. Se fossemos pensar em uma luta assim, daria o meu melhor.

iG: Você realmente tem interesse em disputar uma vaga olímpica como pugilista para os Jogos Rio-2016? Como seria a adaptação?
Junior Cigano:
Não, isso era apenas uma vontade antiga. Gosto muito do boxe e talvez um dia eu até queira me arriscar no boxe. Mas hoje eu amo fazer o que eu faço. Ser um campeão de MMA para mim é a realização de um grande sonho e estou muito feliz hoje. Quero manter meu cinturão e continuar como o Junior Cigano do MMA. Isso do boxe nas Olimpíadas tinha conversado com o Dórea [seu treinador principal], mas não foi nada sério, só uma conversa que saiu para a galera. Amo ser quem sou e meu objetivo é manter o cinturão do UFC.

iG: As bolsas do boxe são muito maiores do que as do UFC. Se mantiver o cinturão por muito tempo, cogitaria lutar boxe profissional? Como seria uma luta contra um dos Klitschko, por exemplo?
Junior Cigano:
Na verdade, já até imaginei como seria a luta contra eles. Já bolei até uma estratégia na minha cabeça para isso. Mas independente de bolsa, você tem que fazer o que gosta e o que te fazer feliz. Estou muito feliz lutando no UFC. Tive as chances da minha vida no MMA e quero manter isso.

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