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Belfort faz campanha para Disque-Denúncia e chora ao lembrar irmã

Lutador aproveitou visibilidade com transmissão de TV aberta para se solidarizar com família de desaparecidos

Hilton Mattos e Rodrigo Farah, iG Rio de Janeiro |

A entrada do UFC no Brasil e a oportunidade de ver uma luta sua transmitida em TV aberta fizeram Vitor Belfort voltar no tempo. Na luta deste sábado no UFC Rio , ele entrou no octógono aproveitando a visibilidade do esporte para tentar mais uma vez encontrar a irmã, Priscila, desaparecida desde 2004. Em seu corner, havia um cartaz do Disque-Denúncia, campanha que ele abraçou e fez discurso na entrevista coletiva para que as famílias possam reencontrar um parente sumido.

AP
Vitor Belfort dá mata-leão em Johnson e finaliza seu oponente
“São mais de 250 mil desaparecidos. É uma dor para uma família perder um filho. Este esporte é uma oportunidade para levantar bandeiras. Então eu estou aproveitando a força do MMA em uma emissora aberta para ser solidário à família que passa por aquela necessidade de encontrar desaparecidos, foi a minha manifestação. Deus é fiel”, disse Vitor, que chegou a se emocionar ao lembrar a dor da sua família com o sumiço da irmã.

Sentada a poucos metros do filho, Dona Jovita, presenciou a coletiva e também chegou às lágrima, aplaudindo a iniciativa de Vitor. A mãe do lutador fez sua estreia nas arenas do Rio, assim como o filho. Antes, ela o acompanhava apenas nos torneios de jiu-jítsu. Agora, pôde testemunhá-lo em ação no quintal de casa.

“Foi um sonho dele se realizando. Foi tudo muito bom. Como ele mora em Las Vegas, não fico muito perto dele, mas agora foi diferente. Fiquei muito feliz de acompanhar um pouco dos treinamentos e sua luta", disse Dona Jovita.

Para realizar o tão esperado sonho – Vítor é do tempo em que o MMA, ou melhor, o Vale-Tudo, sofria preconceito -, ele fez vista grossa para o excesso do seu adversário, Anthony Johnson, que na véspera do combate estava cinco quilos acima do peso.

“O Dana (White, presidente do UFC) me chamou explicando o que estava acontecendo. Eu disse que por ele, pelo Lorenzo (Fertitta, um dos sócios) e pela torcida brasileira, pelo meu país, jamais deixaria de lutar. Não tenho medo de peso de tamanho. Me lembrei dos meus tempos de Carlson Gracie”, disse Vitor.


 

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