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Anderson Silva tenta se acostumar com fama no Brasil após UFC 126

Lutador revela mudança no comportamento do público brasileiro depois da luta contra Vitor Belfort

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

O MMA é o esporte que mais cresce no mundo. E no Brasil não é diferente. Apesar de não ter nem a metade da repercussão que tem nos Estados Unidos, por exemplo, o esporte vai conquistando seu espaço e cada vez mais tem fãs. Anderson Silva, talvez a maior estrela do UFC, que é o principal campeonato da modalidade, começa a sentir isso e tenta se acostumar com a novidade.

No Japão ou nos Estados Unidos, por exemplo, Anderson não conseguiria dar dez passos sem ser reconhecido. No Brasil, até pouco tempo atrás, isso não acontecia. A rotina mudou bastante depois do UFC 126, quando Anderson derrubou Vitor Belfort com um chute frontal no queixo. Foi o que ele revelou no programa da Rede Globo Altas Horas, que será exibido na TV na madrugada deste sábado.

TV Globo/Zé Paulo Cardeal
Anderson Silva venceu com facilidade a brincadeira de quem tinha o soco mais forte

“Quando eu desembarquei no Brasil depois da luta, eu percebi que alguma coisa tinha mudado. Eu e meu amigo demoramos três horas para sair do aeroporto. Várias pessoas queriam tirar foto, pedir autógrafo”, lembra Anderson, que completou:

“Eu cheguei em casa, tinha gente em cima do muro tirando foto, desesperados, fazendo loucuras. E isso não precisa, todo mundo pode conseguir uma foto sem fazer loucuras. Mas isso é muito bacana. É legal ver o público reconhecendo, mas ainda não me considero um superstar”, afirmou.

O Brasil sempre foi muito reconhecido no mundo inteiro por causa de seus lutadores. Vários brasileiros já foram ou ainda são campeões nos mais diversos campeonatos de MMA e de outros tipos de luta.

Esse é o trabalho que Anderson acha essencial para que a modalidade cresça no país. Para ele, o sucesso já bateu na porta. Ele recebeu cerca de R$ 200 mil para estampar a marca da Bozzano na luta do UFC 126. O acordo já foi encerrado, mas pode ser renovado depois da repercussão gigante que o evento em Las Vegas teve no Brasil.

Anderson é cliente da 9ine, empresa de Ronaldo Fenômeno que gerencia a carreira de atletas. O lutador faz reuniões ainda com a Bozzano para saber o que será da relação deles no futuro.

TV Globo/Zé Paulo Cardeal
Anderson arriscou passos de Michael Jackson
Até por isso, ele já aproveita para se livrar da possível fama de bad boy que adquiriu após a grande encarada que deu em Vitor Belfort e dos insultos que trocaram em cima do palco da pesagem do UFC 126, um dia antes da luta.

“Eu não tenho nada a ver com bad boy. Eu sou isso aqui que vocês estão vendo. Vocês vão me conhecer melhor ainda. Na luta, eu faço o que o público gosta de ver. É aquela coisa de vender a luta. Lógico que minha encarada com o Belfort foi encenação, o público gosta disso. A gente tem que fazer com que as pessoas assistam o evento. Eu não tenho nada contra nenhum outro atleta, muito menos contra o Vitor”, concluiu.

Anderson, aliás, abusou do carisma no Altas Horas. Posou para fotos, retribuia a quase todos chamados do público - na sua maioria composto por universitários -, arriscou uma dança no estilo Michael Jackson e cantou para si mesmo a música sertaneja com a convidada do programa. Na brincadeira de quem tem o soco mais forte, claro, ganhou com facilidade.

O UFC 126, por sua vez, bateu todos os recordes no Brasil. Foi o evento mais assistido no pay-per-view da Globosat, teve recorde de audiência na Rede TV! e no Sportv, que fizeram documentários sobre o evento e já rendeu capa de revista para Anderson Silva. É a mania mundial chegando no país do futebol.

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