Em entrevista, Malki Kawa cogitou que o ex-campeão pode não suportar a pressão após série de problemas pessoais

Momentos da luta entre Jon Jones e Daniel Cormier no UFC 182
Steve Marcus/Getty Images
Momentos da luta entre Jon Jones e Daniel Cormier no UFC 182

A vitória sobre Daniel Cormier, no dia 3 de janeiro, pode ter sido a última aparição de Jon Jones como lutador de MMA. Quem cogitou essa possibilidade foi Malki Kawa, empresário do americano, que perdeu o cinturão do UFC entre os meio-pesados e está suspenso por tempo indeterminado após se envolver num acidente de carro, no fim de abril, e deixar o local sem prestar socorro às vítimas, na cidade de Albuquerque (EUA) - ele chegou a ser preso, mas foi liberado após pagar fiança .

"Pode ter sido a última vez que vimos Jon Jones no octógono. Acho que ele vai se concentrar nele mesmo daqui por diante e levar o tempo que for preciso para fazer o que quiser. Se não o virmos lutar mais, por mim tudo bem. Se ele não quiser voltar ao MMA, é um direito dele. Pode ser pela pressão excessiva, pela perda do cinturão, pela competição extrema. Qualquer que seja a razão, é com ele. Não vou culpar nada nem ninguém pelo que Jon Jones faz, assim como ninguém pode levar o crédito pelo o que ele conquistou. O que acontece com ele, seja o que for, é por mérito ou culpa dele. Se não o virmos mais lutar, e isso pode acontecer, é por uma decisão que ele quis tomar, e não por algo que as pessoas acham ser um problema", explicou o empresário, em entrevista ao programa "MMA Hour".

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Por conta da punição aplicada pelo Ultimate, Jones foi retirado do card principal do UFC 187, no dia 23 de maio. Antes do incidente, ele era o líder do ranking peso-por-peso da entidade, acumulando 12 vitórias consecutivas. O americano também foi flagrado em exame antidoping, antes do UFC 182, por uso de cocaína. Para Kawa, seu cliente não teria suportado a pressão de ser o principal lutador de MMA da atualidade.

"O que eu posso dizer, e espero que vocês saibam ler nas entrelinhas, é que todo atleta tem o seu limite, não apenas Jon Jones. Já vi outros caras olharem no espelho e perceberem que chegaram ao seu ponto máximo de tolerância. Se você não aceita uma luta com apenas uma semana de antecedência, você é um lixo. Se você detém um ladrão, é sensacional. Quando é o novo campeão mundial, tem que dar todas aquelas entrevistas. É muita coisa envolvida. E isso não acontece só com ele. Já vimos a mesma coisa acontecer com Georges St-Pierre e com Anderson Silva. Ele ainda será o maior de todos os tempos, e ninguém me convencerá do contrário. Nenhum lutador fez o que Jon Jones fez, e não acho também conseguiu impactar o esporte como ele", completou.

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