Ela é brasileira, não luta e não desfila, mas faz os fãs do UFC babarem

Por Paulo Tescarolo - iG São Paulo | - Atualizada às

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Nem lutadora, nem ring girl. Repórter do UFC em português, Paula Sack entende mais de MMA que a maioria dos marmanjos ligados em lutas. Além disso, é uma gata de tirar o fôlego

Dentro do octógono, o Brasil ainda busca afirmação no UFC feminino. Claudia Gadelha, segunda do ranking peso palha, é a mais bem ranqueada, pouco para um país com tanta tradição no MMA. Fora do octógono, porém, as brasileiras reinam. Além das ring girls Jhenny Andrade e Camila Oliveira, outra mulher chama atenção: Paula Sack, apresentadora oficial do UFC em português, musa de brasileiros e gringos e uma das jornalistas mais influentes e respeitadas do mundo do MMA. 

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Carioca e desde cedo adepta dos esportes radicais, Paula está atualmente focada somente no mundo das lutas. Ela entrou nesse universo, onde os homens imperam, em 2005, como apresentadora do canal Combate. Com o tempo, firmou-se no meio e hoje é  uma analista respeitada.

Paula Sack, apresentadora do UFC. Foto: Arquivo pessoalPaula Sack, apresentadora do UFC. Foto: Arquivo pessoalPaula Sack, apresentadora do UFC. Foto: Arquivo pessoalPaula Sack, apresentadora do UFC. Foto: Arquivo pessoalPaula Sack, apresentadora do UFC. Foto: Arquivo pessoalPaula Sack, apresentadora do UFC. Foto: Arquivo pessoalPaula Sack, apresentadora do UFC. Foto: Arquivo pessoalPaula Sack, apresentadora do UFC. Foto: Arquivo pessoalPaula Sack, apresentadora do UFC. Foto: Arquivo pessoalPaula Sack, apresentadora do UFC. Foto: Arquivo pessoalPaula Sack, apresentadora do UFC. Foto: Arquivo pessoalPaula Sack, apresentadora do UFC. Foto: Arquivo pessoal

“Eu trabalhava como apresentadora em um programa de skate. Aí, fiz alguns testes e caí no mundo das lutas meio de paraquedas”, relembra. “Quando eu cheguei lá, achava que entendia de lutas, mas estava um pouco enganada. Eu tive que mergulhar de cabeça no universo das lutas”, recorda.

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Dez anos depois, ela marcou território a ponto de mudar a abordagem dos homens. “Sempre tem uns caras que mexem com as mulheres na rua, mas não comigo. Eles me abordam com o maior respeito, para pedir opinião sobre luta, atuação de juízes... Esse é o meu universo”, conta.

A trajetória de Paula se confunde com a das mulheres no UFC, de maneira geral. “Há uns sete ou oito anos, eu entrevistei o Lorenzo Fertitta (um dos donos do UFC) e perguntei se ele pensava em fazer uma divisão feminina. E ele disse que não havia muitas mulheres boas o bastante para ter uma divisão feminina. Isso mudou, e hoje as mulheres estão brilhando”, afirma.

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A força feminina é tanta que uma das lutas mais aguardadas pelos fãs de MMA colocaria frente a frente duas mulheres: a norte-americana Ronda Rousey, maior nome do MMA feminino, e a brasileira Cris Cyborg, que hoje tem contrato com o Invicta, franquia paralela que promove apenas lutas femininas.

Esse combate, na visão de Paula, tem tudo para acontecer em algum momento. “É a luta dos sonhos de muitos fãs. A questão delas é o peso, porque a categoria da Cris não existe dentro do UFC. Mas ela tem planos de descer de categoria para entrar no UFC e enfrentar a Ronda”, diz a especialista.

E, substituindo o lado analista pelo lado embaixadora da marca UFC, Paula fica em cima do muro ao analisar as chances da brasileira diante da supercampeã Ronda. “Sou brasileira e torço sempre pelos brasileiros, mas aqui eu vou numa resposta bem política. Minha torcida é para que elas consigam desempenhar no octógono tudo que elas treinaram”, analisa, antes de cair na risada. “Fui bem na resposta?”.

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