Algoz de Anderson Silva por duas vezes e atual campeão dos médios, americano ainda lamentou a lesão na costela, que forçou o cancelamento do duelo diante de Vitor Belfort

Chris Weidman venceu Anderson Silva duas vezes e é o dono do cinturão dos médios do UFC
Getty Images
Chris Weidman venceu Anderson Silva duas vezes e é o dono do cinturão dos médios do UFC

Após vencer Nick Diaz em seu retorno ao UFC , Anderson Silva deixou seu futuro no Ultimate em dúvida. O brasileiro lembrou a pressão da família pela aposentadoria dos octógonos, depois da grave lesão que teve na perna esquerda na revanche contra Chris Weidman em 2013. O algoz de Anderson não crê na possibilidade de uma terceira luta entre os dois e apoia a aposentadoria do ex-campeão dos médios.

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"Para o Chris Weidman, é uma luta que dá muito dinheiro, uma trilogia. Mas eu realmente queria que ele se aposentasse. Ele tem uma bela família, cinco crianças, ganhou muito dinheiro, deixou um legado. Ele acabou de ganhar uma luta, não me importaria vê-lo se aposentar com uma vitória", afirmou Weidman em participação no programa "MMA Hour". 

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O atual campeão dos médios se disse feliz pelo retorno do brasileiro, mas entende que o desempenho de Anderson foi abaixo do esperado. 

"Sobre a luta, estou feliz que ele voltou. Ele estava saudável, apto a ir lá e vencer. Acho que ele impressionou? Não. Não acho que ele foi o Anderson que todo mundo esperava. Mas não sei, acho que ele não merece uma chance de título. Creio que muitos outros caras estão melhores que ele agora".

Veja fotos da revanche entre Chris Weidman e Anderson Silva:


Campeão lamenta novo adiamento 
Além de opinar sobre o futuro da carreira de Anderson Silva, Chris Weidman também lamentou a lesão sofrida na costela, que forçou o terceiro adiamento do combate diante de Vitor Belfort. 

"Treinei wrestling um milhão de vezes, mas fiquei paralisado com o que senti. Ainda assim queria lutar, mas o médico disse que não era uma boa ideia, que eu não poderia lutar. Fiquei muito decepcionado. Quebrei a mão, agora, a costela, não tem o que fazer... Sinto-me mal pelos fãs que compraram ingresso. Espero voltar em breve. Em seis semana estou de volta. Eu quero lutar com Vitor e quero que isso aconteça o mais cedo possível”, disse Weidman.

O confronto entre Belfort e Weidman já foi cancelado outras duas vezes. Eles se enfrentariam em maio de 2014, mas a proibição do TRT (Terapia de Reposição de Testosterona) tirou o carioca da luta, sendo substituído por Lyoto Machida. Belfort fazia uso da terapia e alegou que precisaria de um período para readaptação. Weidman venceu Machida e manteve o cinturão.

Um novo encontro foi agendado para o UFC 181, em dezembro passado, mas Weidman precisou ser submetido a uma cirurgia no joelho e não teria tempo hábil para recuperação até a data do duelo. A disputa do cinturão dos médios foi marcada para o dia 28 de fevereiro, mas a nova lesão do americano, agora na costela, adiou o combate para terceira vez. 

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