Brasileiro voltou ao octógono após um ano com vitória diante de Nick Diaz, mas adiamento de Weidman x Belfort atrapalha seu objetivo para reconquistar o cinturão dos médios

O primeiro passo foi dado, mas antes mesmo de superar o americano Nick Diaz no UFC 183 , após mais de um ano longe do octógono, Anderson Silva sofreu um duro golpe na tentativa de recuperar o cinturão dos pesos-médios. A intenção, revelada por Dana White, era colocar o brasileiro como o próximo desafiante do vencedor entre Chris Weidman e Vitor Belfort, mas o americano se machucou e o combate, que ocorreria em 28 de fevereiro, teve de ser adiado


Aos 39 anos, Silva tem contrato com o UFC para mais 14 lutas, mas convive com a insistência da família para que se aposente, principalmente após a grave fratura na perna esquerda sofrida na revanche contra Weidman, em 29 de dezembro de 2013. Após vencer Diaz por pontos e se emocionar com o anúncio do resultado da luta, o Spider deixou uma incógnita para seu futuro.

Brasileiros vencem suas lutas no UFC em aquecimento para volta de Anderson Silva

"Meu filho Kalyl pediu para eu parar de lutar. Então, vou voltar para a minha casa para ficar com meus filhos e, não sei, talvez eu volte", disse Silva, ainda no octógono da MGM Arena, em Las Vegas. Minutos depois, ao canal Combate, pediu desculpas aos familiares e, citando uma de suas filhas, deu mais pistas de que não pretende parar agora. "Kaory, me desculpe, eu sei que vocês estão sofrendo um monte, mas isso é o que eu sou, é o que faço." Questionado se essa declaração significava que ele faria mais lutas, Anderson respondeu: "Acredito que sim".

O futuro de Anderson Silva pode estar ligado ao que a direção do UFC pretende fazer com a disputa do cinturão dos médios, já que o campeão Weidman está lesionado. Por enquanto, o UFC 184, que abrigaria o embate com Belfort, segue sem luta principal. Foi cogitado um duelo entre brasileiros, Vitor Belfort x Lyoto Machida, mas por ora essa opção está descartada.

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