Com duelo pelo cinturão dos médios marcada para 28 de fevereiro, Belfort mostra confiança e ressalta crescimento, mesmo após ficar mais de um ano e quatro meses sem lutar

Belfort sobe na grade e comemora vitória sobre Dan Henderson, em novembro de 2013
Alexandre Loureiro/ Inovafoto
Belfort sobe na grade e comemora vitória sobre Dan Henderson, em novembro de 2013

A proibição do TRT (Terapia de Reposição de Testosterona), que afetou a preparação de Vitor Belfort e a lesão de Chris Weidman, tempos depois, adiaram o tão aguardado duelo pelo cinturão dos médios. Porém, no dia 28 de fevereiro de 2015 a luta, enfim, irá acontecer, durante o UFC 184. 

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Sem a terapia que supostamente ajudava o brasileiro a ganhar agressividade e explosão, muito se especula sobre o desempenho de Belfort diante de Weidman. O carioca, porém, se vê mais forte e preparado para conquistar um novo cinturão na carreira. "Nunca estive tão forte e explosivo. Meu percentual de gordura está bem menor do que antes também", disse Belfort, em conferência por telefone com jornalistas brasileiros. "Tive que entender que a regra mudou, então eu também tinha que mudar".

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Vale lembrar que a luta foi primeiramente marcada para maio deste ano, mas a proibição do TRT, tratamento que o brasileiro fazia uso, pegou Belfort de surpresa e o carioca foi forçado a desistir do duelo. O UFC então colocou Lyoto Machida para enfrentar Chris Weidman, e o americano levou a melhor na decisão dos juízes.

Meses mais tarde, com Vitor já preparado para lutar sem o TRT e aprovado nos exames da Comissão Atlética de Nevada, o confronto foi marcado para 6 de dezembro. No entanto, uma lesão na mão do campeão dos médios impediu a realização do embate, agora marcado para 28 de fevereiro, em Las Vegas. Com toda a indefinição acerca da luta, Belfort não entra nos octógonos do UFC desde novembro de 2013, quando nocauteou Dan Henderson. O brasileiro garante que o longo período sem lutar não afeta seu desempenho.

"Sou um lutador diferente. Sou uma espécie diferente de lutador. Treino com caras duros como Anthony Johnson e Rashad Evans, além de outros caras fortes. Então, tenho praticamente uma luta por dia. Foi um ano onde consegui me reinventar. A palavra reinventar existe dentro de mim desde que eu tinha 19 anos. Foi um ano de crescimento, onde fui comprar algumas armas. Foi um ano de "shopping" (compras, em inglês) e de aprendizado. Treinei muito, comprei boas armas", afirmou o carioca, que treina na academia Blackzilians, localizada em Boca Raton, no estado da Flórida, Estados Unidos. 

Chris Weidman mantém título dos médios do UFC, após vencer Lyoto Machida
Josh Hedges/Zuffa LLC/Getty Images
Chris Weidman mantém título dos médios do UFC, após vencer Lyoto Machida

Belfort ignora provocações
Para Vitor Belfort, a troca de farpas e provocações com Weidman, ao menos de sua parte, acabou. Questionado sobre as últimas declarações do americano, que se diz invencível na categoria e garante que irá dominar o brasileiro, o carioca tratou de colocar panos quentes. "Não tenho nada para falar do meu oponente. Essas perguntas são para ele, não para mim. Ele está preocupado comigo? Estou treinando, comprando meu ouro. Não vai ter mais papo", despistou Belfort.

Na noite desta segunda-feira, o UFC realizará um evento e colocará os dois frente a frente. O brasileiro não pretende cooperar para nenhum tipo de confusão na encarada com Weidman. "Pelo amor de Deus, não estou precisando de nada para impressionar nessa encarada. Tenho que impressionar minha esposa, meus filhos e meus fãs. Meus investimento são muito bem aplicados", concluiu.

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