Joaquim Grava, consultor médico corintiano, avalia que lesão de Anderson Silva não afeta retorno ao octógono

Anderson Silva quebrou a perna após acertar chute no joelho de Chris Weidman
Reuters
Anderson Silva quebrou a perna após acertar chute no joelho de Chris Weidman

Anderson Silva voltou a lutar com o escudo do Corinthians na revanche contra Chris Weidman no sábado. Perdeu a luta depois de sofrer fratura na tíbia esquerda e tem seis meses como prazo para poder voltar ao octógono do UFC, o que pode perfeitamente acontecer.

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Para o consultor médico do Corinthians, o ortopedista Joaquim Grava, a fratura foi uma fatalidade. Ele compara a perna a um galho de árvore que cede depois de um esforço específico. Não há nada que indique que alguma microlesão prévia tenha possibilitado a fratura, segundo Grava. 

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"Foi um trauma direto. O osso sofre o impacto e enverga, igual galho de árvore. A perna chega num ponto e quebra pela pressão e esforço. Não tem nada de lesão anterior. É uma fatalidade", disse Grava.

O médico está em Punta Cana, na República Dominicana, mas conversou com Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, e com Ronaldo, ex-jogador e amigo de Anderson Silva, que foram a Las Vegas para assistir a luta. "Todos ficaram tristes, mas disseram que ele vai voltar a lutar", comentou. 

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O lutador brasileiro passou por cirurgia logo depois da luta num hospital de Las Vegas. Segundo Grava, que já tratou de lesões parecidas em atletas de futebol, cada paciente se recupera de uma forma de uma lesão como essa, mas que os métodos atuais para esse tipo de fratura permitem que haja um otimismo maior em relação a uma plena recuperação. 

"Hoje se coloca uma uma haste intramedular dentro do osso que mantém seu alinhamento e gerar menos dor. Antes era só gesso, mas hoje tem métodos que até permitem o paciente a voltar a pisar no chão com alguns dias da cirurgia", comentou. "A consolidação não depende do médico, depende do paciente. Mas com a fixação do procedimento, com fisioterapia, depois de uns 20 dias ele já vai poder pisar, fazer exercícios leves".

Um fator que pode atrapalhar a recuperação do "Spider" é sua idade. Ele já tem 38 anos (fará 39 em abril) e poderá tardar esse retorno se a recuperação não for a ideal. "Ele volta, nada impede esse retorno à atividade, mas sempre quem tem mais idade demora mais um pouco", comentou Grava.

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