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Lutador evitou provocar Chris Weidman, mas, confiante, disse que "pressão vai voltar" após UFC 168

Anderson Silva e Chris Weidman irão lutar na noite de sábado pelo cinturão dos médios
Marcos Bezerra/Futura Press
Anderson Silva e Chris Weidman irão lutar na noite de sábado pelo cinturão dos médios

Bem humorado, sem pesos nas costas e lutando por seu sonho. Este é o retrato de Anderson Silva antes da luta do próximo sábado com Chris Weidman no UFC 168, em Las Vegas. Arrancando risos da plateia ao imitar Ronaldo e Luiz Felipe Scolari em algumas de suas respostas, o brasileiro disse ter aprendido a lição e evitou provocações contra o norte-americano, mas deixou no ar que sabe que vai vencer ao falar que a pressão vai voltar “em alguns dias”.

Anderson ou Weidman, quem você acha que vence a luta no UFC 168? Comente

A afirmação veio depois que Spider foi questionado se estava se sentindo melhor por não ter em suas costas o peso de ser o dono do cinturão. Derrotado por Weidman em julho por nocaute, ele fará a revanche pelo cinturão dos pesos médios do UFC.

"Minha maior mudança foi comigo mesmo. Toda equipe está de parabéns. Os treinadores fizeram seus trabalhos da melhor forma e, na verdade, quem tinha que mudar era eu mesmo. É muito difícil ser atleta e tentar ser treinador também. E às vezes você acaba falhando. Aprendi a lição e desta vez estou preparado", afirmou Anderson.

“Acho que, quando se é um lutador do UFC, sempre tem pressão na tua vida. Graças a Deus eu cheguei em um estágio que consegui feitos que foram gratificantes pra mim e trouxeram todo esse peso. Mas eu estou feliz, estou contente por não ter todo esse peso. Mas vai voltar tudo de novo em alguns dias”, disse Silva, arrancando aplausos e gritos de torcedores brasileiros.

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Este foi o único momento da entrevista em que Anderson foi mais agressivo com as palavras contra Weidman. Em todas as outras ocasiões, foi cauteloso e preferiu piadas. Perguntado sobre a possibilidade de disputar os Jogos Olímpicos lutando tae kwon do, o lutador imitou o ex-jogador e seu amigo Ronaldo.

“Vou responder igual ao Ronaldo. ‘Claro que vou voltar a jogar, estou muito feliz e queria dizer, pô, que vou voltar a jogar’”, falou sobre a chance de virar atleta olímpico. “Eu queria muito fazer isso, mas teria que nascer de novo pra poder fazer. Não tenho tempo hábil e acho que mamãe não quer, papai não gosta”, completou, olhando para Dana White, presidente do UFC.

Relembre imagens da primeira luta entre Silva e Weidman:

As risadas foram ouvidas também quando a questão foi sobre uma possível aposentadoria de Spider do UFC depois da luta com Weidman, independentemente do resultado. O homenageado desta fez foi o técnico da seleção brasileira de futebol.

“Agora vou responder igual ao Felipão: ‘Claro que tem, porra, que pergunta!’”, afirmou o lutador de 38 anos brincando, para depois completar sério: “Eu tenho oito lutas no meu contrato e, enquanto eu tiver vontade de fazer o que eu faço, vou lutar. Se vou aposentar ou não, não tem como dizer agora, só o coração pode dizer”, explicou.

Na sua última oportunidade de arrumar uma polêmica, ao ser perguntado se era mais importante recuperar o cinturão ou apenas derrotar o lutador que interrompeu sua série invicta no UFC, Anderson foi político.

"O mais importante é eu estar no UFC lutando pelos meus sonhos. O resto é consequência", falou o brasileiro.

Menos brincalhão, mais focado

Ao contrário de Anderson Silva, Chris Weidman foi sério em todas suas respostas na coletiva de imprensa que antecedeu o UFC 168. Atual dono do cinturão dos pesos médios, o norte-americano disse que ainda não realizou seu sonho no MMA e que, para isso se realizar, precisa vencer o brasileiro mais uma vez.

"Sabia que se vencesse em julho teria uma revanche, então meu sonho ainda não está completo. Eu preciso derrotá-lo no sábado. Tenho muito a provar para mim mesmo. Minha meta é ser o melhor e mostrar que este é meu cinturão e ficará comigo por um bom tempo", afirmou Weidman.

Questionado se não temia ficar conhecido como o "inimigo número 1 do Brasil" por causa de seus combater com Anderson e outras possíveis lutas com Vitor Belfort e Lyoto Machida em caso de triunfo no sábado, o norte-americano foi novamente seco. 

"Sei que há muitos lutadores brasileiros com condições de lutar pelo cinturão, mas estou preparado para derruba-los", falou o campeão. "Amo o Brasil apesar disso", completou, em um rato momento de graça.

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