Lutador brasileiro lamentou os erros na tentativa de retomar o cinturão do UFC e cogita abandonar treinos na Bahia e treinar fora do Brasil

Derrotado novamente por Cain Velásquez na tentativa de retomar o cinturão dos pesos-pesados do UFC, Junior Cigano 'abaixou a guarda' e admitiu os erros repetidos na luta diante do americano, realizada no UFC 166, em Houston, no dia 20 de outubro.

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Veja fotos da surra de Cain Velásquez em Cigano no UFC 166:


Especialista no boxe, o brasileiro é conhecido por seus nocautes rápidos. Na primeira luta contra Velásquez, em 2011, Cigano conseguiu tal feito, porém foi alvo de uma surra nos últimos dois combates diante do americano. O lutador catarinense admite que precisa usar mais seu wrestling, o jiu-jítsu e outras técnicas para uma nova chance de conquistar o título.

Junior Cigano foi jogado contra a grade durante os cinco rounds de luta
Nick Laham/Getty Images
Junior Cigano foi jogado contra a grade durante os cinco rounds de luta

"Estou muito viciado em sempre tentar o nocaute. Preciso lembrar que estou lutando MMA. Já tinha falado que precisava deixar o boxe um pouco de lado, mas acabei cometendo o mesmo erro. Preciso evoluir como lutador para usar meu wrestling, meu jiu-jitsu e todas as outras técnicas', disse Cigano, em entrevista a "Veja". 

Na luta ocorrida em outubro, Velásquez minou e cansou Cigano colocando o brasileiro contra o clinch. O brasileiro elogiou a estratégia do rival e disse que o americano criou uma espécie de "antídoto" para vencê-lo.

"Ele aprendeu a lutar contra mim, sabe se impor no octógono. Parece que ele tem uma estratégia pronta para não me deixar lutar, me cansar e vencer. Ele estudou muito a primeira luta, em que eu ganhei no primeiro round, e criou um antidoto para não me deixar vencer. Está de parabéns por ter aprendido tanto e ter conseguido voltar mais forte. É o cara a ser vencido entre os pesados", disse o brasileiro.

Catarinense de nascimento, Cigano foi radicado na Bahia e faz a maioria de seus treinos em Salvador. Porém, o lutador de 29 anos cogita treinar em outros países para melhorar sua performance no octógono. "Sempre fiz um pouco disso, treinando nos Estados Unidos ou Rio de Janeiro. É parte dos meus planos buscar novos ares, novas experiências. Já conversei com várias pessoas e tenho muitas propostas boas para treinar fora do Brasil, em Miami ou até na Rússia, por exemplo. Sempre que puder vou treinar na Bahia, mas a ideia é seguir para onde sentir que estou evoluindo mais', concluiu o ex-campeão dos pesados do UFC.


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