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Minotauro provoca Herman antes do UFC Rio 3: "A boca dele é maior do que ele"

Brasileiro assegura estar 100% recuperado de lesão e diz que quer voltar a liga dos grandes campeões do UFC

Priscila Bessa - iG Rio de Janeiro | - Atualizada às

Com bom-humor Rodrigo “Minotauro”Nogueira falou sobre as provocações do lutador americano Dave Herman, que irá enfrentar no UFC Rio 3, no dia 13 de outubro, no HSBC Arena, no Rio de Janeiro. “É um cara que é grandão, mas a boca dele é maior do que ele. Veio falando para caramba, mas isso para mim é gasolina. Eu adoro isso”, disse Minotauro, ao ser questionado sobre o assunto durante coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira, num hotel da zona sul do Rio.

Quem vence a luta: Minotauro ou Herman? Deixe seu palpite!

“É super motivante quando o cara fala que vai bater, vai ganhar, que não acredita no jiu-jitsu. Eu treinei hoje de manhã pensando nisso. Ele, talvez por insegurança ou jeito dele se posicionar, tem essa maneira agressiva de falar que vai fazer. Eu adoro essas coisas”, afirmou ele. O sorriso fácil também tem outro motivo. Minotauro finalmente irá encarar uma luta depois de se recuperar de uma lesão ocorrida no fim do ano passado, quando foi finalizado e quebrou o braço numa luta contra Frank Mir.

“Estou 100% e cada vez mais forte. Eu vim ajudando as pessoas que iam lutar e por isso treino todo dia. A gente nunca deixa de treinar e isso é bom porque quando surge a oportunidade a equipe está pronta”, disse o lutador, que comemorou a boa fase do esporte no país.

Gazeta Press
Minotauro enfrentará o americano Dave Herman

“Acho legal porque o Brasil de uma maneira geral passou a reconhecer mais o esporte, não só a mídia especializada, e fico super feliz de poder lutar no Brasil num momento tão bom da categoria”, afirmou. Quantos as insistentes provocações sobre aposentadoria – a mais recente é justamente de Dave Herman – diz se incomodar bastante.

Sem aposentadoria
“Claro. Eu não quero me aposentar não, calma, gente. Acho que sou um cara que tinha mais do que motivos para se aposentar: já operei meus dois quadris, fiz várias cirurgias, tive contusões, lutas muito duras nos meus 12 anos de carreira. Lutei com os melhores do peso-pesado, poderia muito bem parar. Tenho uma academia super sólida com vários lutadores treinando, mas eu amo o que faço”, afirmou Minotauro, que busca a superação.

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“Tive uma contusão gravíssima, quebrei meu braço e tem 16 parafusos nele, então, para mim, estar de volta vai ser uma superação. Me sinto pronto para lutar e vou fazer o meu melhor”, completou, antes de avaliar a luta de Anderson Silva contra Stephan Bonnar, que acontecerá na mesma noite.

“Lutão. O Stephan é um cara super casca grossa, que tem um cartel muito bom, ele aceita lutas e veio aí abrilhantar nosso evento no Brasil. É um cara de uma categoria acima e isso tira o Anderson Silva daquela obrigação de uma luta de título. É um adversário perigoso, grande, tem uma pressão. Mas acredito que o campeão é sempre campeão e vocês vão ver, acredito no nocaute. O Anderson é mais rápido e creio que esse vá ser o diferencial dessa luta”, especulou.

Já sobre a luta de Vítor Belfort contra Jon Jones que acontece no sábado (22), ponderou: “Não tenho previsão, é uma luta dura. Todo mundo sabe que o Jon está num momento muito bom, a distância dele é excelente, mas a gente tem que confiar nas mãos do Vitor que é um cara completo. A torcida é para o Vitor Belfort, porque sou brasileiro e gosto muito dele”.

Questionado se lutaria contra Jon Jones é taxativo: “Rola. Rola de tudo”.

Maldonado
Parte integrante do card do UFC Rio 3, o boxeador Fábio Maldonado não escondia a empolgação para a luta contra o também brasileiro Glover Teixeira. Apesar das investidas no UFC, até então Maldonado não havia engrenado na modalidade. Aos 32 anos, o lutador diz que não tem mais tempo a perder e se define como um azarado.

“Eu tinha um contrato para ganhar quase o dobro no boxe quando optei pelo UFC, porque achava que era um caminho mais certo. Talvez se tivesse 23 anos esperaria mais, mas vou optar pela fé, vou partir para tentar nocautear o Glover nos primeiros 15 minutos dessa luta e não penso em derrota. Dia 13 de outubro é vencer ou vencer”, afirmou.

Quando o assunto foi a campanha que fez na internet para ser escolhido para lutar contra Glover, desconversou. “Olha, é um ponto de vista. Eu não vejo que fiz apelo e nem campanha. Eu quero lutar. A primeira coisa para mim é que quero lutar e trabalhar. Já passei muito tempo da minha vida com oportunidades que pareciam que iam, mas depois não davam certo. Não sei se sou um azarado...”, disse.

E completou: “Uma vez ia lutar no UFC Rio e quebrei a costela. Outra vez tive outro problema. Saí do UFC por duas lesões e fui entrar no UFC com 30 anos de idade. Liguei para meu empresário e pedi para não me esquecer se alguém se machucasse. Não gorei nada para ninguém, mas fiquei atento. Até que meu empresário me ligou perguntando se eu tinha certeza. Respondi: ‘Claro que eu quero! Vou bater nesse cara’”.

Mesmo antes da confirmação da luta Maldonado já estava treinando. “Estou muito feliz com a oportunidade, acho que é um grande salto na minha carreira. Risco é claro que tem. Ainda mais com um lutador tão forte daquele jeito, mas eu me sinto forte também, me sinto duro. Meu queixo está bom, ainda não decaiu. Às vezes um lutador quando apanha demais não aguenta tanto, mas eu acho que vou castigar o Glover dia 13 de outubro”, concluiu.

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