Em entrevista ao iG, Vitor Belfort falou sobre o desafio contra Jon Jones pelo cinturão e sobre os planos de aposentadoria

Anderson Silva e Vitor Belfort se encaram antes da
Getty Images
Anderson Silva e Vitor Belfort se encaram antes da "Luta do Século"

Anderson Silva e Vitor Belfort não possuem uma relação das mais amistosas. Antigos rivais, os dois já trocaram acusações e foram alvo de polêmicas até a aguardada “Luta do Século” vencida pelo Aranha em 2011. Mas agora o clima entre os dois é de harmonia. Pelo menos, é o que parece antes da disputa do cinturão dos meio-pesados do UFC entre o carioca e o campeão Jon Jones.

Você acha que Vitor Belfort poderá surpreender Jon Jones? Comente com os fãs

Mesmo sendo desafeto de Belfort há anos, Anderson Silva declarou publicamente que torcerá pelo brasileiro na briga pelo título no fim do mês. E Vitor respondeu na mesma moeda. Em entrevista ao iG , celebrou o apoio do Aranha e citou a torcida como exemplo de união entre os atletas verde-amarelos.

Vitor Belfort tentará conquistar o cinturão dos meio-pesados pela segunda vez
Getty Images
Vitor Belfort tentará conquistar o cinturão dos meio-pesados pela segunda vez

“É sempre bom contar com o apoio de grandes lutadores. Quanto mais gente torcendo por mim, melhor será. Claro que independentemente de quem esteja no octógono, se é o Brasil que está sendo representado, precisamos estar ao lado de quem defende nossas cores”, comentou o "Fenômeno".

iG Entrevista: Belfort fala sobre irmã e suspeita de estupro e assassinato

Vitor Belfort também aproveitou para falar da preparação para a luta contra Jones e sobre as possíveis fraquezas da sensação do UFC. O atleta de 35 anos comentou ainda sobre sua boa relação com os dirigentes do Ultimate e sobre os planos para a aposentadoria. Confira:

iG: Se ganhar, você se tornará bicampeão dos meio-pesados do UFC, algo raríssimo até hoje. De alguma forma esperava voltar a disputar o cinturão da categoria?
Vitor Belfort: Sempre almejei grandes lutas e estar envolvido em eventos de alto nível. Quando conseguimos isso, as disputas por cinturões são consequência. Todo o meu treinamento e meu pensamento de evolução constante têm como foco me deixar preparado para combates contra os principais lutadores do mundo. Ter a chance de ganhar mais um cinturão, seja ele de qual categoria for, sempre será um grande objetivo meu.

Veja também:  Anderson diz que há 'boiolas' no UFC e que usava vestido na infância

iG: O que achou do fato de Anderson Silva e Chael Sonnen, principalmente, terem declarado abertamente que vão torcer por você? Isso te anima de alguma forma ou não muda nada?
Vitor Belfort: É sempre bom contar com o apoio de grandes lutadores. Quanto mais gente torcendo por mim, melhor será. Claro que independentemente de quem esteja no octógono, se é o Brasil que está sendo representado, precisamos estar ao lado de quem defende nossas cores. Já temos campeões em três categorias no momento. Se conquistarmos mais esse cinturão, será bom para todos os brasileiros e servirá até para continuar abrindo caminho para os jovens que estão chegando e querendo seu espaço.

iG: Qual foi o maior erro dos adversários do Jon Jones até hoje? Você enxerga fraquezas no jogo dele?
Vitor Belfort: O Jon Jones é obviamente um grande lutador. Também por isso, me animei muito com a possibilidade de enfrentá-lo. Ele é muito completo e dá poucas chances. Prefiro não buscar possíveis erros de seus adversários nas lutas e exaltar os méritos dele. Todos temos pontos fortes e mais vulneráveis e claro que ao longo dos treinamentos vamos analisar tudo isso, mas o mais importante é que eu estou envolvido numa atmosfera de motivação e determinação que vai me ajudar muito.

Confira ainda: UFC lança trailer da luta entre Vitor Belfort e Jon Jones. Assista

Jon Jones lida com favoritismo exacerbado diante de Vitor Belfort
UFC
Jon Jones lida com favoritismo exacerbado diante de Vitor Belfort

iG: Você é um dos lutadores com melhor relacionamento com os dirigentes do UFC. Acha que isso ajuda na hora de eles escolherem as lutas? Acha que seu bom relacionamento com Dana e Fertitta podem ter te ajudado a ser escolhido para enfrentar o Jon Jones?
Vitor Belfort: Bom relacionamento é sempre importante em qualquer área de trabalho. Procuro manter boas relações com todas as pessoas, independentemente do nível de influência que elas tenham nessa ou naquela decisão. Admiro muito o Dana e toda a direção do UFC pelo grande trabalho que eles vêm fazendo ao longo dos últimos anos, colocando o evento no nível em que hoje ele se encontra. Mas é justamente esse patamar que o UFC alcançou que não permite que o bom relacionamento influencie. A decisão tem sempre que ser técnica, embasada em resultados, potencial, aspectos esportivos. Fiquei muito feliz com o convite, mas acredito que ele tenha surgido pela história que construí no UFC e pela certeza que com esse combate eles teriam um grande evento. Há muitos atrativos nesta luta e eles também enxergaram isso quando me convidaram.

iG: Ainda tem interesse em se tornar dirigente do Ultimate após a aposentadoria dentro do octógono?
Vitor Belfort: Acredito que minha aposentadoria ainda está longe. Estou com 35 anos e pretendo lutar em alto nível pelo menos até os 40. Para isso procuro me cuidar ao máximo, manter o meu condicionamento físico e sempre me aprimorar nos treinamentos. Claro que já penso sobre o futuro, mas vou amadurecendo minhas ideias e objetivos a cada dia. Quero, sim, estar envolvido de alguma forma com todo esse universo e sei que tenho muito a acrescentar com a minha experiência e vivência de quase 20 anos no meio, mas ainda é cedo para avaliar essa possibilidade de forma concreta.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.