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Lenda do UFC Chuck Liddell ataca Sonnen e vê Glover destronando Jon Jones

Em entrevista ao iG, o ex-campeão dos meio-pesados também falou do seu atual trabalho nos bastidores do UFC

Rodrigo Farah - iG São Paulo |

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Chuck Liddell atualmente trabalha em prol do cresimento do UFC

É muito difícil falar do passado do UFC sem citar Chuck Liddell. Considerado uma lenda do MMA, o ex-lutador é um ídolo nacional nos Estados Unidos e um dos principais responsáveis pelo crescimento da modalidade. Mas atualmente o veterano tem um trabalho bem distante do octógono, como uma espécie de garoto-propaganda do Ultimate.

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Chuck Liddell esteve no Brasil para ajudar a promover o UFC 147, em Belo Horizonte, e causou um verdadeiro alvoroço na capital mineira. O americano de 42 anos conversou com a reportagem do iG e deu suas impressões sobre o atual momento do UFC, aproveitando para criticar abertamente a postura polêmica de Chael Sonnen.

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Liddell também comentou sobre seu "pupilo" Glover Teixeira. De acordo com o veterano, o brasileiro é o homem perfeito para destronar o campeão dos meio-pesados Jon Jones. Confira abaixo os principais trechos da entrevista com o astro do UFC:

iG: Como é trabalhar nos bastidores do UFC? O que você faz exatamente?
Chuck Liddell: Ainda amo o esporte. Eu vou aos eventos e trabalho para ajudar a divulgar o UFC. Mas não larguei os treinos e pratico sempre que posso. E agora tento prepará-los também, como o Glover Teixeira. Ele é um homem mau e chegará longe no UFC.

iG: Como começou sua parceira com o Glover?
Chuck Liddell: Começamos a treinar juntos quando ele veio me ajudar para uma das lutas contra o Tito (Ortiz), há muito tempo. Ele tinha lutado e perdido contra um amigo meu, mas depois veio treinar conosco e pegou tudo muito rápido. Ele é como uma esponja, absorve tudo. Só fica melhor e melhor e vai impressionar. Ama lutar e se diverte fazendo isso.

Anderson Silva xinga e promete arrancar dentes de Chael Sonnen. Ouça o áudio

iG: O que você achou da polêmica com o Shogun e do fato de ele ter se negado a enfrentar o Glover?
Chuck Liddell: Foi um ato fraco do Shogun, rejeitar a luta assim. Não sei se ele estava com medo ou não, mas ele sabe que o Glover é um adversário muito perigoso para qualquer um e é uma das coisas que acontecem. Ele é um cara que pode perfeitamente ganhar do Jon Jones, é só ter uma chance.

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Glover Teixeira é a aposta de Chuck Liddell contra o campeão Jon Jones

iG: Você já pensou em trabalhar de uma forma no UFC? Como um jurado, por exemplo?
Chuck Liddell: Não sei se seria algo para mim, mas os juízes têm que ser mais treinados. Não me entenda mal, julgar uma luta é algo muito difícil. E, às vezes, você vê algo de um ângulo que é diferente do que aparece na TV. É como se fossem diferentes ângulos da câmera em um filme. Mas gostaria de entender algumas decisões e perguntar para alguns juízes como que esse ou aquele lutador ganhou? Já vi eles darem rounds para atletas que deram cinco socos no rival sem acertar nenhum. Um absurdo. Mas sei que sempre será algo controverso. É um esporte difícil.

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iG: Você já lutou no Brasil há muitos anos. O que lembra da sua passagem no país?
Chuck Liddell: Estive aqui em 1998. Lutei em São Paulo contra José Pelé Landi. Foi algo interessante. Tinha ouvido muitos rumores sobre lutar no Brasil por causa do público. Disseram que não era seguro. Estava lutando contra o Pelé e metade da torcida tinha camisas da Chute Boxe. Quando entrei no ringue, vi que o árbitro era o empresário do Pelé (risos). Olhei para o meu córner e disse: “Opa, isso não é bom”. Mas foi uma luta justíssima. Durou 30 minutos e ganhei na decisão dos juízes.

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iG: De volta ao Brasil após 14 anos, você visitou um shopping em BH e causou alvoroço por lá. Como foi a experiência?
Chuck Liddell: É muito legal ver o reconhecimento pelo o que eu fiz no esporte. É ótimo ver tudo isso. O Brasil é um ótimo mercado para o UFC. O legal é que foi aqui onde tudo começou e o brasileiro é uma pessoa que entende da luta.

UFC
Chuck Liddell aposta em Anderson Silva na revanche contra Chael Sonnen

iG: Você acha que o Chael Sonnen prejudica a imagem dos americanos no Brasil?
Chuck Liddell: Chael Sonnen acha que está no WWE. Já conversei com ele algumas vezes e ele não fala desse jeito normalmente. Ele faz isso para se vender. Não é o lutador mais excitante de se assistir, então ele tenta se vender de alguma forma. Não gosto desse tipo de provocação insultando os outros, me irrita. Ele sempre foi educado comigo, mas ele faz coisas que me irritam. Faz coisas demais para aparecer, para ser o vilão. Ele ultrapassa os limites.

iG: Como você analisa a luta dele contra o Anderson Silva? Quem vai ganhar?
Chuck Liddell: O Sonnen vai ter que transformar o combate em uma luta chata, assim como fez da última vez. Derrubar e manter o Anderson no chão. Não deixar o Anderson acertá-lo. E também ficar esperto com o triângulo. Quantas vezes ele perdeu desta forma? Três? Ele continua perdendo, não para nunca. Não sei como não aprendeu a se defender ainda. Mas sou um fã do Anderson Silva. Então, acho que ele vai ganhar.

iG: E como foi participar do programa “Dancing With The Stars” nos Estados Unidos?
Chuck Liddell: Funcionou muito bem para mostrar uma nova imagem dos lutadores. O povo americano pôde entender que não somos neandertais. Não somos brigões de bar. Podemos conversar e somos inteligentes. Também viram que temos famílias e amamos. Então foi algo bem legal.

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Lutador do UFC ficou mais conhecido nos EUA depois de participar do "Dancing With The Stars"

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