Suspensão do vínculo entre jogadores e franquias complica negociação de seguros por parte das seleções nacionais

O pesadelo de uma greve geral na NBA não assombra apenas os 30 times que disputam a Liga. As seleções nacionais já temem que, com a possível paralização das atividades do basquete profissional norte-americano, a obtenção de seguros que garantam a presença de alguns dos seus principais jogadores nos torneios pré-olímpicos seja dificultada.

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Nenê pode ser desfalque da seleção brasileira no Pré-Olímpico
Os seguros são feitos com base nos contratos em vigor entre os jogadores e as equipes da NBA. No entanto, com o fim do acordo coletivo regulatório da relação entre as duas partes e uma possível greve geral a partir do primeiro dia de julho, os vínculos contratuais são suspensos e não existe mais um mecanismo de defesa para os salários dos atletas.

Sob o risco de não receberem seus pagamentos das equipes da NBA em caso de lesão, os jogadores podem ser obrigados a não integrar suas seleções nacionais ou forçar as federações a contratarem seguros mais rigorosos (que cubram qualquer tipo de contusão, não apenas as mais graves, como é costume) e, por isso, também mais caros. Especula-se que os custos cheguem a quase U$3 milhões para assegurar cada atleta.

Cerca de 40 atletas de equipes da NBA estarão envolvidos nos torneios pré-olímpicos a serem realizados no segundo semestre deste ano. Entre eles, estão os alas-pivôs Dirk Nowitzki, astro do Dallas Mavericks e da seleção alemã, e Luis Scola, do Houston Rockets e um dos líderes da seleção argentina.

A seleção brasileira poderá viver esse dilema com três dos seus mais importantes jogadores: os pivôs Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers) e Nenê Hilário (Denver Nuggets), além do armador Leandro Barbosa (Toronto Raptors). Dependendo da situação da greve na NBA, eles poderão ser desfalques do Brasil na disputa do Pré-Olímpico das Américas, que vai acontecer entre os dias 30 de agosto e 11 de setembro, em Mar Del Plata (Argentina).

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