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25/11 - 16:10

Diário de Piloto: Tarumã
Pelo traçado desafiador, a prova até que prometia mais. E, para mim, foi meio chatinha se vocês querem saber. Todo mundo cozinhando. Mas nada que não possa ser revertido em Interlagos

Adriano Griecco


Das pistas que compõem o calendário da Stock Car, Tarumã era a que eu menos conhecia. Até Salvador, inédita, eu cheguei a ver fotos e estudar o traçado.

Foi aí que, na semana da corrida, comecei a receber uma enxurrada de releases de pilotos, dizendo que Tarumã era uma das pistas mais desafiadoras e uma das prediletas para boa parte deles. E é. A impressão que tive ao sair de lá é que a pista poderia ser mais longa, ter mais curvas, de tão divertida de que é. Curvas de alta, média e baixa velocidade formam este autódromo que, engrossando o discurso da pilotada, peca pela falta de instalações mais modernas.

Adaptei-me bem ao traçado. Logo no primeiro treino, fiz o terceiro tempo. Apesar de ser um traçado de média para alta velocidade, meu melhor trecho era o laço, uma curva fechada, feita em segunda ou terceira marcha – experimentei os dois jeitos e virei praticamente o mesmo tempo. Eu também ia muito bem na curva 2, mas perdia algum tempo na entrada da reta.

Fernanda Freixosa/WE

E assim foi durante todo o final de semana: eu indo bem e me divertindo em todos os treinos. No classificatório, a pista piorou um pouco e eu fiz o favor de cometer erros nas minhas duas voltas. Quase caio pro meio do pelotão, mas acabei ficando em quarto lugar, graças aos meus queridos adversários, que também cometeram algumas atrocidades em suas voltas classificatórias.

Aí, no sábado a noite, choveu. E como. Fico imaginado o que não foi o temporal de quinta-feira, que teve ventos de 120 km/h e que danificou boa parte das estruturas da Stock. E domingo amanheceu tudo molhado. E com direito a uns pinguinhos de chuva durante o trajeto entre o hotel e o autódromo.

Para ajudar, minha experiência na chuva se resumia a duas corridas de kart e a duas de carro, em Interlagos.

Larguei em quarto e mantive minha posição por umas três curvas. Aí vai: uma quase escapada aqui, uma atravessada ali e, na metade da corrida, eu era o sétimo. Pelo menos conseguia acompanhar o pelotão da frente. Fui tomando confiança e consegui ir para sexto, para, depois, terminar em quinto lugar na geral e em terceiro na categoria. Mas foi só.

Pelo traçado desafiador, a prova até que prometia mais. E, para mim, foi meio chatinha se vocês querem saber. Todo mundo cozinhando. Eu tava preocupado com o Beto Cavaleiro, meu rival na briga direta pelo terceiro lugar na categoria Master. Consegui abrir mais uns pontinhos para ele. Mas nada que não possa ser revertido em Interlagos, na última etapa do ano. Até lá!  

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