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Diário de Piloto: Brasília
Na metade da prova, os oito primeiros andavam comboiados e trocando frequentemente de posição. Cheguei a andar em segundo e em sétimo em duas voltas diferentes
Adriano Griecco
| Humberto Gomes |
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Tenho boas recordações de Brasília. Foi lá que, em maio, consegui meu primeiro pódio na Stock Jr., depois de uma corrida cheia de incidentes — incluindo um acidente com este que vos escreve.
Com isso na cabeça, fui para a nona etapa do campeonato pensando em me esquivar das confusões. Mas seria difícil: durante os treinos de sexta, percebi que tinha um carro competitivo e que me colocaria na briga pela pole e pela vitória.
Dito e feito. Ou quase. No sábado, no terceiro treino livre, eu era dono de duas melhores parciais da pista. E tinha o segundo melhor tempo, levando menos de dois décimos de segundo do primeiro. Aí, na última volta do treino, montei na zebra da curva três, perdi o controle do carro e rodei. Deixei os pneus quadrados e desalinhei o carro todo. Brilhante!
E só faltava a classificação. Ali, por conta do erro, notei que o carro saía um pouco de traseira. Isso prejudicava o contorno da curva três e da Vitória (ou zero). com tal comportamento, ele me obrigava a acelerar um pouco mais tarde do que eu fazia no terceiro treino livre. Graças a isso, fiquei com o terceiro tempo, levando quatro décimos do ponteiro, e dois décimos e meio só na Vitória. Ao final do treino, pedi que revisassem de novo o alinhamento do carro, já que os pneus eu não tinha condição de trocar (o regulamento não permite).
No domingo, saí para fazer uma volta de aquecimento e fui direto para o grid. Minha cabeça dizia que eu não deveria me envolver em acidentes e, no começo da corrida, consegui manter essa tática. Andei as primeiras voltas em terceiro, depois caí pra quarto, seguindo o pelotão da dianteira e economizando equipamento. Os ponteiros perdiam muito tempo brigando e, com isso, os que andavam mais atrás encostaram.
Na metade da prova, os oito primeiros andavam comboiados e trocando frequentemente de posição. Cheguei a andar em segundo e em sétimo em duas voltas diferentes. Quando relargamos, um forte acidente com o Fábio Fogaça fez uma bagunça no pelotão que andava na frente. Eu consegui ir para o terceiro lugar, seguido do Rodrigo Barone, do Wagner Pagotto e do João Marcelo. Depois de um toque involuntário com o Barone, consegui abrir um pouco do pelotão e tentava chegar nos líderes. Comecei a tirar a diferença, mas a corrida terminou antes que eu pudesse melhorar minha posição na prova. Terminei em terceiro na geral e em segundo na categoria.
Mais duas taças para a estante lá de casa. Mas ainda falta o do lugar mais alto do pódio.
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