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27/10 - 16:38

Diário de Piloto: Curitiba
O resultado estava sub júdice. Depois de dez minutos, fiquei sabendo que o resultado ridículo seria mantido. Peguei a folha com os tempos e subi na torre, para mostrar o grave erro. Adiantou?

Adriano Griecco


Fernanda Freixosa/WE

Que me desculpem os vencedores, os pole-positions e todos aqueles que são fãs das corridas em circuitos ovais, mas vou ter que dizer: os ovais nivelam por baixo. Em Curitiba, não poderia ser diferente. Duas grandes retas, feitas com o pé cravado, a Vitória e o S de baixa. E só. Esse era o traçado da nona etapa da Stock Jr.

Comecei o final de semana confiante: tinha o quarto tempo no primeiro treino da sexta-feira, andando no vácuo dos meus rivais (o que melhora o tempo em mais de um segundo). No segundo treino, no mesmo dia, resolvi andar sozinho, escapei da pista quando tentava ganhar milésimos de segundo na freada do S e ainda entortei o suporte da caixa de direção: fim de treino, em outras palavras.

No sábado, também não gostei muito do meu desempenho nos treinos. E comecei a ficar mais preocupado ainda. Depois do classificatório, achei onde eu estava perdendo todo o tempo do mundo: na curva da vitória.

Mais uma vez, faltava confiança na capacidade de contorno dos Jr. Um carro sem apêndices aerodinâmicos – só tem um aerofólio traseiro - e com pneus radiais de perfil alto.

Mas eu sabia que na corrida, andando na referência, a coisa mudaria de figura.

No domingo, uma dose extra de stress: meu carro não ligava na saída dos boxes para a volta de alinhamento. Culpa da chave geral, que apresentou problemas. Os mecânicos rapidamente trataram de substituir a mesma, resolvendo a tempo de eu alinhar no grid.

Larguei. E ganhei uma posição (já estava na hora de acertar uma!). Tive um começo de prova conservador, me esquivando da disputa e até perdendo umas posições depois. Meu objetivo era terminar a prova para continuar bem no campeonato.  Mas comecei a andar mais rápido que meus rivais e, na metade da corrida, já estava em terceiro lugar na classificação geral e em primeiro na categoria Master.

Aí, no final da reta, fui tocado e jogado para fora da pista. Fiquei bem puto e voltei para a corrida em oitavo lugar, mas perto do pelotão. Comecei a galgar algumas posições (contei com um abandono também, é verdade) e na última volta estava novamente em terceiro na geral e em primeiro na categoria. Foi quando um piloto resolveu cortar parte da pista, no S de baixa, e ultrapassar a mim e ao quarto lugar, de uma vez só. Foi ridículo. Ele alega ter ficado sem freio, mas os tempos mostram que ele baixou um segundo no seu tempo de volta só por conta do trecho cortado.

Terminei a corrida em quarto lugar na geral e em segundo na minha categoria. E mais revoltado ainda. Desci do carro e subi na torre. Na hora em que fui reclamar, os comissários já haviam anotado a falha do piloto, em um pedaço de papel – provavelmente relatado pelos bandeirinhas que ficavam no S e viram a cena.

Fizemos o pódio “simbólico”, pois o resultado estava sub júdice. Depois de dez minutos, fiquei sabendo que o resultado ridículo seria mantido. Peguei a folha com os tempos e subi novamente na torre, para mostrar aos comissários o grave erro.

Adiantou? A próxima etapa é em Brasília, no começo de novembro. Até lá.

> Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG

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