04/09 - 08:43
WRC: manifestantes provocam cancelamento de estágios do Rali da Austrália
Protestantes contra realização do Rali da Austrália bloquearam estradas e impediram dois estágios desta sexta (4)
Warm Up
| Quinn Rooney/Getty Images |
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| Hirvonen, visto no estágio 4, foi prejudicado por protestos pouco depois |
A organização do Rali da Austrália, que estreia no calendário do WRC nesta temporada, tem sido problemática. Nesta sexta-feira (4), dois estágios do primeiro dia do evento tiveram de ser cancelados após manifestantes atirarem pedras nas estradas marcadas pelo percurso dos carros. Com isso, a direção da prova decidiu alterar a programação, e a polícia do estado de Nova Gales do Sul afirmou que vai agir com firmeza para impedir novos protestos.
As manifestações têm cunho ecológico. Os protestos têm sido frequentes desde a divulgação do percurso do rali, que passaria no sexto estágio pelo trecho de Byrrill Creek, considerado um santuário ambiental. O fechamento das estradas para as comunidades que vivem na região também foi um dos motivos das reclamações de grupos ambientais, que prometiam perturbar o evento com manifestações e mensagens espalhadas ao longo das disputas.
No sexto estágio da disputa, Mikko Hirvonen foi à pista e, logo no início, bateu em uma das cercas de proteção devido às pedras que foram atiradas pelos manifestantes. Os comissários interromperam a prova e, depois, cancelaram a seção, fazendo o mesmo com o 11º estágio, que passava no mesmo local.
O superintendente policial Michael Kenny lamentou a atitude dos protestantes, e garantiu que a polícia local vai agir de maneira firme para evitar qualquer novo distúrbio. "Os manifestantes que se envolveram nesse incidente não mostraram nenhum respeito à segurança dos competidores e dos envolvidos na prova. O comportamento deles teve o potencial para machucar alguém de maneira grave ou, até mesmo, provocar uma morte", explicou Kenny.
"Por isso, não vou pedir desculpas a ninguém por agir de maneira firme contra qualquer pessoa que tenha atitudes radicais. Protestantes que estiverem dentro da lei não têm nada a temer, mas nenhum ato ilegal será tolerado, assim como nenhuma atitude que ponha em risco a segurança das pessoas. A polícia vai usar sua força completa como responsável pela lei para garantir a segurança de todos", continuou o superintendente.
Hirvonen explicou o que aconteceu no seu acidente, e revelou também que foi bloqueado por manifestantes nos trechos de deslocamento da corrida. "Chegamos em uma junção da pista e um carro nos fechou, andando lentamente, coisa de 10 km/h. E, quando havia a chance de passá-lo na estrada, eu tentava fazer a manobra, mas eles se moviam e impediam. Sébastien Loeb veio logo atrás e sofreu o mesmo. Mas o que vamos fazer? Estamos aqui para pilotar, este é o nosso trabalho", disse o finlandês.
Já o inglês Matthew Wilson lamentou o fato de ter sido intimidado por alguns dos protestantes. "Quando estávamos chegando ao sexto estágio, cerca de 50 pessoas nos mandaram ir embora. Não é nada legal, e intimida bastante. É algo que está escondido na nossa cabeça o fato de que as pessoas não nos queiram aqui, e que elas estejam preparadas para fazer algo que nos tire da prova. Talvez não tenha sido a decisão mais sensata do mundo fazer um rali aqui, mas esta não é uma decisão nossa", afirmou.
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