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22/10 - 13:08

De Ferran revela que entrada de equipe na Indy ainda é incerta
Gil de Ferran está no Brasil para angariar recursos visando a entrada de seu time na Indy. O ex-piloto deu uma entrevista exclusiva para o Grande Prêmio

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EVELYN GUIMARÃES
de São Paulo

Após duas temporadas na American Le Mans Series, Gil de Ferran finalmente decidiu que chegou a hora de expandir sua participação no automobilismo norte-americano. Na verdade, a criação de uma equipe na ALMS acabou proporcionando ao brasileiro a oportunidade de também competir na Indy. Por isso, o próximo passo de Gil é levar a De Ferran Motorsport para a principal categoria de monopostos dos EUA em 2010. A tarefa, porém, se desenha um pouco mais complicada do que o esperado. E a entrada da nova equipe ainda não é uma certeza.

Darrell Ingham/Getty Images
Gil de Ferran quer levar sua equipe da ALMS para a Indy, mas ainda faltam alguns detalhes

Apostando no fortalecimento da economia brasileira, De Ferran está em São Paulo, onde concedeu entrevista exclusiva ao Grande Prêmio, para tentar angariar investimentos para o projeto de um time na Indy.

“Seria o caminho mais natural para o crescimento da equipe [ingressar na Indy]. A única coisa que eu fiz foi transformar os meus planos públicos. Depois de alguns meses na ALMS, cheguei à conclusão de que a equipe ainda estava muito pequena. E, com um time pequeno, você não tem grande capacidade de investimento. Então, enfrenta dificuldades para trabalhar no desenvolvimento técnico”, afirmou o agora dirigente.

“E o meu pensamento era o de fazer a equipe crescer. Aí, comecei a imaginar o que poderia contribuir para aumentar o nosso conhecimento, a nossa experiência. Por isso, dado o meu conhecimento e a minha história na Indy, eu achei que existia uma ligação entre as corridas de carros de esporte com as provas da Indy. Com isso, teríamos capacidade de fazer todos os investimentos necessários para tornar a equipe maior e mais competitiva”, completou. “Porque o objetivo é sempre um só: vencer”, emendou.

“Estou trabalhando firme para realizar esse objetivo, e um dos motivos pelos quais estou aqui no Brasil é esse. Mas se eu não conseguir fazer o projeto direito, se não conseguir todo o dinheiro necessário, então prefiro não fazer. E a equipe na Indy ainda não é uma certeza. É um projeto”, destacou De Ferran, acrescentando que o prazo para acertar a entrada da equipe é, a princípio, até dezembro.

“Se a gente não conseguir alguma coisa até dezembro, aí vai ficar difícil, não impossível, mas vai ser complicado fazer as coisas do jeito que a gente quer. Não tem uma linha fixa marcada no chão, mas nós estamos lutando contra o tempo também", disse.

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Por fim, Gil falou sobre orçamento. O brasileiro ressaltou que os custos na Indy e na ALMS são muito semelhantes, mas que a categoria de monopostos é mais exigente.

“A ALMS e a Indy possuem custos parecidos. Mas para entender o que acontece na Indy, que é uma categoria diferente da F1, é o seguinte: na Indy, você compra o carro. Você compra os equipamentos, monta a equipe e consegue correr. Isso é o que chamo de custo de inscrição ou entrada, que é um custo, dadas as proporções, até não muito alto”, contou.

“Agora, o custo para ser competitivo é outra história. Não tem nada a ver com isso. E quem marca esse orçamento são as equipes mais competitivas. Então, não é possível ter o mesmo desempenho dos grandes times com menos dinheiro. No caso dessa temporada, por exemplo, eu precisaria de um orçamento igual ou superior do que o da Ganassi ou da Penske para ser competitivo”, concluiu.

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